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Dólar tem pouca oscilação ante real com juros e disseminação da Covid-19 no radar

Luana Maria Benedito
·3 minuto de leitura
Dólar recua ante real com juros e disseminação da Covid-19 no radar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar trabalhava com pouca movimentação ante o real nesta quarta-feira, com a perspectiva de um ciclo de elevação de juros pelo Banco Central e o avanço da pandemia no Brasil concentrando a atenção dos investidores, que também ficavam de olho nos desdobramentos em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021.

Às 10:24, o dólar avançava 0,28%, a 5,5325 reais na venda, enquanto o dólar futuro de maior liquidez tinha variação negativa de 0,03%, a 5,5225 reais.

Em relação ao fechamento da última quarta-feira, de 5,5876 reais, o dólar spot já acumula queda de cerca de 1,2%, o que Thomás Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office, atribui à decisão da semana passada do Banco Central de elevar a taxa Selic a 2,75% e sinalizar aumento de juros de proporção semelhante em sua próxima reunião de política monetária.

De acordo com a ata da última reunião da autarquia, divulgada na terça-feira, a decisão levou em conta os riscos fiscais de curto prazo em meio ao recrudescimento da pandemia no país e preocupações com a desancoragem das expectativas para a inflação.

"O real vem respondendo bem à nova alta de juros", disse Gibertoni. "O Banco Central vem mostrando preocupação com a inflação, e ela reflete também uma preocupação com a forte desvalorização" da moeda brasileira.

"A vontade do BC de aumentar os juros até fez com que o real se destacasse entre outras moedas emergentes nos últimos dias", apontou ele, embora tenha alertado que, no acumulado do último ano, o real segue bem atrasado em relação a seus pares. No ano de 2020, a divisa brasileira registrou o pior desempenho global contra o dólar, entre uma cesta de mais de 30 pares da moeda norte-americana.

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de rivais operava em alta de cerca de 0,1% nesta quarta-feira. Peso mexicano, lira turca e rand sul-africano, divisas emergentes pares do real, subiam contra a moeda norte-americana.

Enquanto isso, vários analistas citavam o avanço da Covid-19 como um ponto de atenção, depois que o Brasil superou pela primeira vez desde o início da pandemia a marca sombria de 3 mil óbitos pela doença registrados em um único dia, com 3.251 mortes em 24 horas.

Na terça-feira, dia em que o Brasil registrou o novo recorde de fatalidades, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo federal fará de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros contra a doença, em um pronunciamento em rede nacional marcado por protestos contra ele.

"Temos que olhar daqui para frente como vai ser a vacinação no país", disse Gibertoni, acrescentando que a alta dos casos de Covid-19, além de ter forte impacto sanitário, acaba atrapalhando a volta da economia. "A vacina tem que ser foco primordial do governo."

O mercado deve ficar de olho ainda na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, cujo parecer final deve começar a ser discutido pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), com previsão de votação pelo Congresso Nacional na quinta-feira.

Na véspera, a moeda norte-americana à vista teve variação negativa de 0,04%, a 5,5168 reais na venda.

O Banco Central anunciou para esta sessão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em dezembro de 2021 e abril de 2022.