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Dólar segue exterior e recua ante real, mas riscos locais seguem no radar

Notas de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha queda frente ao real nesta terça-feira, em linha com o enfraquecimento internacional da divisa norte-americana à medida que investidores aguardavam decisões de política monetária de grandes bancos centrais, embora riscos político-fiscais domésticos permanecessem no radar.

Às 9:59 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,58%, a 5,3941 reais na venda, rondando os menores patamares do dia.

Na B3, às 9:59 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,85%, a 5,4110 reais.

Estrategistas da Travelex escreveram que será possível ver "certo ajuste do dólar" nesta terça-feira diante da desvalorização do índice da moeda norte-americana contra seis divisas fortes, porém destacaram que o mercado de câmbio doméstico ainda "repercute preocupações internas, como a questão fiscal do país".

Lá fora, o índice do dólar pausava um rali recente que o levou a picos em duas décadas na semana passada, caindo 0,75% no dia diante do fortalecimento do euro, que era impulsionado pela notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) discutirá a adoção de um aumento de juros mais intenso do que o inicialmente esperado em sua reunião de política monetária de quinta-feira.

Investidores também aguardavam a decisão do banco central norte-americano, o Federal Reserve, que se reúne na semana que vem, nos dias 26 e 27 de julho. Recentemente, operadores de futuros moderaram suas expectativas sobre a magnitude do aumento de juros que deve ser promovido no encontro, passando a precificar majoritariamente uma alta de 0,75 ponto percentual, em vez de cenário de 1 ponto percentual completo.

Isso colaborou para o recente arrefecimento internacional do dólar, que tende a ser beneficiado por posicionamentos mais agressivos do Fed.

No cenário doméstico, permaneciam no radar de investidores temores sobre a credibilidade do Brasil, que foi abalada recentemente por uma emenda constitucional que amplia e cria uma série de benefícios sociais, prevendo despesas fora do teto de gastos a apenas alguns meses das eleições presidenciais. A agência de classificação de risco Moody's disse na semana passada que essas medidas são negativas para o crédito do país.

Enquanto isso, a tensão política crescia, depois que o presidente Jair Bolsonaro repetiu na véspera ataques sem provas e já refutados às urnas eletrônicas e ao sistema de votação brasileiro, o que, segundo a equipe econômica da Guide Investimentos, "aumenta o receio com maior tumulto antes das eleições".

Uma medida comumente acompanhada do risco-país do Brasil tem escalado rapidamente nos últimos dois meses, e fechou a segunda-feira em 322,28 pontos-base, rondando seu nível mais alto desde maio de 2020, quando o mercado ainda sentia o impacto inicial da pandemia de Covid-19.

Na véspera, a moeda norte-americana spot fechou em alta de 0,37%, a 5,4258 reais na venda.

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