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Dólar sai de mínimas ante real conforme mercado avalia perspectiva para Selic

·3 minuto de leitura
Dólar sai de mínimas ante real conforme mercado avalia perspectiva para Selic

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar abandonou as mínimas do dia e passava a cair apenas ligeiramente contra o real nesta quinta-feira, depois que o Banco Central aumentou a taxa Selic em 1 ponto percentual na véspera, ao patamar de 6,25% ao ano.

Em comunicado, a autarquia indicou que deve adotar outro ajuste de igual magnitude na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em outubro, e frisou que sua intenção é avançar com os juros a patamar que atue no sentido de esfriar a economia de forma a conter a inflação.

Às 10:24, o dólar recuava 0,10%, a 5,2978 reais na venda, depois de chegar a cair para 5,2566 na mínima do dia (-0,88%). O contrato mais líquido de dólar futuro ganhava 0,07%, a 5,3025 reais.

O UBS disse em relatório divulgado na véspera que a decisão da última reunião do Copom não trouxe grandes surpresas para os mercados, mas notou que possível deterioração das expectativas de inflação poderia levar os mercados a precificarem mais aumentos de juros pelo BC no início de 2022.

"O real deve se beneficiar de seu melhor perfil de carrego contra a maioria de seus pares emergentes, e os riscos são de que os mercados precifiquem um BC mais 'hawkish' (duro com a inflação) daqui em diante", disse o banco suíço em relatório assinado pelos economistas Alexandre de Azara e Fabio Ramos e pelo estrategista Roque Montero.

No entanto, com a impressão de boa parte dos mercados de que o Banco Central fechou a porta para ajustes mais acentuados na Selic, de 1,25 ou até 1,5 ponto percentual, desvalorizações mais intensas da divisa norte-americana são contidas, principalmente com a expectativa de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba com força em setembro, disse à Reuters Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

A previsão de maior pressão nos preços ao consumidor reflete a bandeira tarifária "escassez hídrica" sobre os preços de energia, disse ele.

Na semana passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a autarquia levará a Selic para onde for necessário, mas não vai alterar seu plano de voo a cada número inflacionário de alta frequência que sair.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve sinalizou na quarta-feira que provavelmente começará a reduzir suas compras mensais de títulos já em novembro, indicando ainda que altas dos juros podem se seguir mais rapidamente que o esperado.

Embora reduções de estímulo tendam a beneficiar a divisa norte-americana com a perspectiva de retorno de recursos para os EUA, o índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes caía 0,37% nesta manhã.

Isso porque o chair do Fed, Jerome Powell "conseguiu vender isso da forma mais 'dovish' (inclinada a manutenção de condições frouxas) possível, afirmando que o 'tapering' (redução de estímulos) não é motivo para se preocupar", explicou Cruz.

Além disso, explicou o estrategista, muitos participantes do mercado já precificavam que o Fed anunciaria corte em suas compras de títulos em novembro ou dezembro.

Na véspera, o dólar à vista subiu 0,34%, a 5,3033 reais na venda.

(Edição de Camila Moreira)

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