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Dólar recua ante real acompanhando exterior

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar abriu em queda contra o real nesta terça-feira (22), acompanhando o movimento da divisa no exterior enquanto investidores aguardam a possível formalização da PEC da Transição nesta semana.

Às 9h04 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,33%, a R$ 5,2940 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,53%, a R$ 5,3040.

Nesta segunda-feira (21), a moeda norte-americana fechou em queda, apesar da força da divisa estrangeira no exterior e do viés de baixa do mercado global de ações. O dólar recuou 1,22%, a R$ 5,3120 na venda.

Investidores reagiam positivamente a uma postura mais conciliadora do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a política fiscal do país.

Lula disse, durante um evento em Lisboa no sábado, que a responsabilidade fiscal é importante, mas que o investimento para melhorar a economia e o bem-estar no país também é.

Notícias de que a PEC da Transição poderia ser modificada, com a retirada de mais de R$ 100 bilhões do valor fora do teto, colaboraram com o otimismo entre investidores.

A Bolsa de Valores brasileira encerrou o dia com ganho de 0,81%, aos 109.748 pontos, apesar das pressões negativas vindas do exterior.

As ações de exportadores de matérias-primas metálicas do Brasil, por exemplo, sofreram com o clima de pessimismo diante da expectativa de retomada de restrições de combate à Covid na China.

A Petrobras foi uma das afetadas pelo cenário. A recuperação do petróleo, após um tombo de mais de 5% ao longo do dia, no entanto, contribuiu para que as ações mais negociadas da estatal saíssem da zona negativa e fechassem em alta de 0,30%.

Essa melhora do setor petrolífero ocorreu após a Arábia Saudita negar que tenha discutido um aumento da produção, o que poderia pressionar os preços para baixo, de acordo com a agência Bloomberg.

O petróleo Brent, que é parâmetro para os preços praticados pela Petrobras, terminou o dia perto da estabilidade, com o barril cotado a US$ 87,27 (R$ 465). O preço chegou a cair abaixo dos US$ 83 ao longo da sessão, menor valor em relação aos fechamentos de mercado desde janeiro.

Entre as empresas com maior peso no resultado deste pregão, a varejista Magazine Luiza subiu 7,30%, dias antes da Black Friday, que ocorre nesta sexta (25).

Estrategistas do Morgan Stanley, porém, cortaram para "neutra" a recomendação das ações brasileiras, citando crescentes riscos fiscais em 2023.

Nos Estados Unidos, os principais indicadores do mercado de ações recuaram. O S&P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, perdeu 0,39%. Dow Jones e Nasdaq cederam 0,13% e 1,09%, respectivamente.