Dólar recua 0,54% e fecha a R$ 2,0440

Após abrir em queda em meio a ingressos de recursos no mercado e mais um leilão de linha do Banco Central (BC), o dólar foi pressionado ao longo da manhã desta quinta-feira (27) e chegou a subir pontualmente na esteira dos dados negativos de fluxo cambial. O Banco Central informou no começo da tarde desta quinta que o fluxo cambial ficou negativo em US$ 7,067 bilhões no mês até o dia 21.

Paralelamente, os interesses relacionados às rolagens de contratos futuros de dólar combinados com operações de day-trade (compra e venda na mesma sessão) no fim da manhã ajudaram a puxar a taxa de câmbio. Outro fator de pressão é a falta de um acordo para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos.

Contudo, após inverter o sinal e atingir uma máxima de R$ 2,0560 (+0,05%) por volta das 13h25, o dólar desacelerou e retomou o sinal negativo. Contribuiu para isso a pressão dos investidores posicionados na venda no mercado futuro e ainda a redução das perdas nas bolsas em Nova York e o anúncio de mais um leilão do Banco Central para sexta-feira (28), segundo um operador de uma corretora.

No fechamento, o dólar à vista recuou 0,54% no balcão, para R$ 2,0440 - valor mais baixo desde 8 de novembro (de R$ 2,0420). Entre a máxima e a mínima, de R$ 2,0420 (-0,63%), o pronto oscilou 0,69%. Com o resultado, o pronto passou a acumular baixa de 3,90% em dezembro. Mas, no ano, ainda carrega uma alta de 9,36% ante o real.

Na BM&FBovespa, não houve negócios nesta quinta com o dólar spot.

No mercado futuro, com o acirramento da disputa entre comprados e vendidos em derivativos cambiais nesta véspera de formação da taxa Ptax de fim de mês, o volume de negócios aumentou significativamente. Até as 16h44, quatro vencimentos de dólar foram negociados, com um giro 20% maior que o anterior, de US$ 28,843 bilhões, segundo a Bolsa. Só o vencimento de dólar para janeiro de 2013 movimentou sozinho US$ 26,403 bilhões do total e, no mesmo horário, recuava 0,32%, a R$ 2,0430.

Para sexta, o BC já comunicou que fará o 11º leilão de linha deste mês. A nova operação será das 9h30 às 9h35, com oferta de US$ 2 bilhões conjugada com recompra em 1º de fevereiro de 2013. A taxa de câmbio de venda ficou em R$ 2,0483 e a taxa de corte para recompra, em R$ 2,059210. Isso significa que o BC aceitou pagar na recompra dos dólares uma taxa 0,53% acima do preço de venda aos bancos hoje.

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