Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.925,60
    -1.560,41 (-1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.457,55
    -227,31 (-0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,41
    +0,19 (+0,23%)
     
  • OURO

    1.817,40
    +2,20 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    16.969,74
    -188,24 (-1,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    401,44
    -4,71 (-1,16%)
     
  • S&P500

    4.076,57
    -3,54 (-0,09%)
     
  • DOW JONES

    34.395,01
    -194,76 (-0,56%)
     
  • FTSE

    7.558,49
    -14,56 (-0,19%)
     
  • HANG SENG

    18.736,44
    +139,21 (+0,75%)
     
  • NIKKEI

    28.226,08
    +257,09 (+0,92%)
     
  • NASDAQ

    12.036,50
    -5,75 (-0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4648
    +0,0683 (+1,27%)
     

Dólar perde fôlego após salto inicial com redução de bloqueios rodoviários e Fed no radar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a cair frente ao real nesta quinta-feira, em meio a negociações voláteis e depois de mais cedo chegar a saltar mais de 2% em resposta a sinalizações duras do Federal Reserve, com a redução de bloqueios em rodovias brasileiras e a descompressão de riscos eleitorais apoiando a moeda local.

Às 13:14 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,26%, a 5,1047 reais na venda. A moeda norte-americana mostrou grande instabilidade durante as primeiras negociações, e oscilou entre 5,2252 (+2,09%) e 5,0860 reais (-0,63%).

Na B3, às 13:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,69%, a 5,1335 reais.

"Acho que nossos ativos foram muito penalizados nesse período pré eleitoral, então o ajuste está ocorrendo, mesmo em meio ao exterior negativo", disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Nos dois pregões que sucederam as eleições, o dólar perdeu 3,47%, tombo que investidores atribuíram ao risco baixo de contestações bem-sucedidas do processo eleitoral e à visão benigna de agentes estrangeiros sobre o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja agenda é bem alinhada à governança social e ambiental.

Também fornecia suporte ao real a redução de bloqueios em estradas do país, depois que o presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou vídeo pedindo a seus apoiadores que desobstruam as rodovias. Ainda que em menor escala, protestos de cunho golpista, que pregam o desrespeito ao resultado das eleições e pedem uma intervenção militar, seguiam em algumas partes do país, sendo Mato Grosso e Santa Catarina os Estados mais afetados.

"Esperamos, no curto prazo, a diminuição das incertezas com relação aos protestos e a mitigação de impactos negativos sobre a atividade econômica. A tendência é que os investidores voltem a dar maior ênfase à transição de governo e às especulações sobre quem assumirá o comando da pasta econômica no terceiro mandato de Lula", disse a Levante Investimentos em nota a clientes.

A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta quinta a aprovação pelo Congresso de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criar uma excepcionalidade ao teto de gastos e adequar o Orçamento do ano que vem para o próximo governo que assumirá em 1º de janeiro. A definição sobre os valores embutidos na PEC vai ficar para a próxima semana, disse o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), após participar de uma reunião com o relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), parlamentares e a equipe de transição.

Já o salto do dólar frente ao real visto mais cedo nesta quinta-feira foi atribuído por investidores a um ajuste a movimento internacional visto na véspera, quando os mercados brasileiros ficaram fechados devido ao feriado do Dia de Finados.

Na quarta-feira, a moeda norte-americana disparou globalmente e as ações listadas nas principais bolsas foram derrubadas pela indicação do chair do Fed, Jerome Powell, de que os juros básicos do banco central dos Estados Unidos podem fechar o atual ciclo de aperto monetário em patamar mais alto do que o estimado anteriormente.

O Fed subiu os custos dos empréstimos na quarta-feira em 0,75 ponto percentual, conforme o esperado, e sinalizou que pode desacelerar o ritmo de altas a partir de dezembro, um movimento que, a princípio, seria positivo para ativos considerados arriscados. No entanto, Powell alertou que ainda há incertezas sobre até onde os juros precisam subir e que eles podem acabar ficando acima do que as autoridades estimaram em seu encontro de setembro.

O Citi disse em relatório que a sinalização recente do Fed "está de acordo com uma perspectiva de alta do dólar", embora tenha destacado a América Latina como uma região melhor preparada para o impacto de juros mais altos nos Estados Unidos, já que a maioria de suas moedas locais oferece retornos ("carry", em inglês) atraentes.

Nesta manhã, o índice do dólar contra uma cesta de pares fortes ganhava 0,6%.