Mercado abrirá em 5 h 23 min

Dólar oscila perto da estabilidade e juros futuros têm leve queda

Marcelo Osakabe

Investidores estão de olho no corte do compulsório na China e nas notícias sobre acordo comercial com EUA O dólar comercial oscila ao redor da estabilidade nesta manhã, equilibrando os ventos positivos no exterior com um movimento de ajuste após a queda de 5,42% acumulada ao longo de dezembro. Por volta de 11h15, a moeda americana avançava 0,28%, aos R$ 4,0211.

“O clima é de “risk-on” dada a decisão de redução do compulsório na China e o bom humor com a assinatura da fase 1 do acordo comercial. Mas, querendo ou não, existe uma acomodação em relação aos movimentos recentes”, diz Cleber Alessie Machado, operador da H. Commcor. O profissional lembra, por outro lado, que os primeiros pregões do ano podem ser momentos de volatilidade elevada e sem uma explicação direta para os movimentos.

Lá fora, as divisas emergentes e ligadas a commodities também operam sem sinal único apesar do tom positivo deixado pelo noticiário. O dólar cedia 0,13% contra o rublo russo nesta manhã, mas avançava 0,44% ante o rand sul-africano. O índice DXY da ICE avançava 0,31%, aos 96,68 pontos.

Mais tarde, às 15h, saem os dados da balança comercial de dezembro e do ano. A queda dos números de exportação foi um dos fatores que pressionaram o dólar em 2019. Pouco antes, às 14h30, o Banco Central também atualiza os dados do fluxo cambial.

No mercado de juros, as taxas dos contratos de DI apresentam leve baixa nesta quinta-feira, com investidores de olho no corte do compulsório pelo Banco do Povo da China (PBoC) e também nas notícias sobre o acordo comercial entre EUA e China.

Por volta de 11h15, o rendimento do contrato do DI para janeiro de 2022 mostrava-se estável a 5,28%, enquanto o DI para janeiro de 2025 recuava a 6,42%, de 6,43% no ajuste anterior.

A decisão do PBoC significa uma liberação de 800 bilhões de yuans (US$ 114,9 bilhões) no sistema financeiro da China. Juntamente com o anúncio sobre a assinatura do acordo com os EUA, ela levou as bolsas asiáticas a fecharem em alta e o índice Stoxx 600 a subir mais de 1% esta manhã na Europa.

De olho no exterior, o investidor local também digere a desaceleração do IPC-S no fechamento de dezembro. O indicador marcou alta de 0,77% no mês passado, após 0,86% em novembro. No ano, o IPC-S acumulou inflação de 4,11%.