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Dólar oscila com temores sobre altas de juros e risco de recessão

*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Dólar oscila com temores sobre altas de juros e risco de recessão. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Dólar oscila com temores sobre altas de juros e risco de recessão. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar oscilava na manhã desta quinta-feira (1º), chegando a subir mais cedo depois de já ter avançado de forma expressiva nas duas últimas sessões, com a moeda brasileira sensível ao mau humor externo em meio a temores sobre altas de juros e risco de recessão nas principais economias.

Enquanto isso, na cena local, investidores analisavam dados melhores do que o esperado sobre a atividade econômica no segundo trimestre e monitoravam o noticiário eleitoral. O PIB do Brasil registrou crescimento de 1,2% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro.

Às 9h28 (de Brasília), o dólar à vista tinha variação positiva de 0,04%, a R$ 5,2028 na venda, após subir a R$ 5,225, alta de 0,47%, na máxima até o momento.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,29%, a R$ 5,2395.

Nesta quarta (31), o dólar comercial apresentou forte valorização frente ao real pressionado pela expectativa de elevação dos juros nas principais economias globais.

A moeda americana negociada à vista fechou em alta de 1,76%, cotada a R$ 5,2010 na venda. No acumulado de agosto, houve elevação de 0,54%.

O fechamento mensal da Ptax também pode ter influenciado no valor da moeda americana nesta quarta. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições.

A Bolsa de Valores brasileira encerrou agosto com o segundo melhor resultado deste ano. Investidores estrangeiros buscaram as ações domésticas neste mês ao perceberem que medidas para combater a inflação em curso nos Estados Unidos e na Europa podem durar mais tempo do que o esperado, criando ameaças prolongadas ao crescimento desses mercados.

O Ibovespa, índice de referência da Bolsa, avançou 6,16% no mês. O resultado ficou abaixo da alta de 6,98% de janeiro, melhor mês do mercado acionário local desde dezembro de 2020, quando o indicador subiu 9,30%.

No fechamento diário desta quarta, porém, o Ibovespa não resistiu à pressão negativa do exterior e terminou a sessão em queda de 0,82%, aos 109.522 pontos.

Estrangeiros trouxeram para o mercado acionário local neste mês cerca de R$ 18 bilhões, contra R$ 1,8 bilhão de julho, considerando ainda o saldo parcial de agosto levantado pelo TradeMap.

Agosto teve o melhor resultado desde abril quanto ao fluxo de investimento vindo do exterior para a Bolsa, mas ainda ficou atrás dos saldos mensais médios de R$ 23 bilhões do primeiro trimestre.

Na comparação com as principais Bolsas internacionais, o saldo é amplamente favorável ao Brasil.

Em Nova York, o indicador parâmetro S&P 500 terminou agosto com perda de 4,24%. Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 1,88%. Paris e Frankfurt tombaram 5,02% e 4,81%, respectivamente, no mesmo período.

Alguns fatores colocam o Brasil em vantagem momentânea em relação ao exterior, entre os quais está o possível fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros, enquanto outros países ainda discutem o quanto o custo do crédito precisará subir até que a inflação esteja sob controle.

"A justificativa para essa performance vem do começo do mês, quando o Copom [Comitê de Política Monetária] do Banco Central brasileiro decidiu sinalizar que a alta dos juros acabou", comentou Ubirajara Silva, gestor da Galapagos Capital.

Na semana passada, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) jogou um balde de água fria na parcela do mercado que esperava por um fim próximo no aperto monetário nos Estados Unidos.

Jerome Powell afirmou que os americanos estão caminhando para um período doloroso de crescimento econômico lento e possivelmente aumento do desemprego, já que o banco central dos EUA deve manter a política de elevação agressiva da sua taxa de juros em uma tentativa de equilibrar oferta e demanda.