Mercado fechado
  • BOVESPA

    109.896,19
    +2.517,27 (+2,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.657,97
    +390,77 (+0,92%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,89
    +1,83 (+4,25%)
     
  • OURO

    1.804,70
    -33,10 (-1,80%)
     
  • BTC-USD

    18.913,97
    +462,01 (+2,50%)
     
  • CMC Crypto 200

    375,63
    +5,88 (+1,59%)
     
  • S&P500

    3.635,41
    +57,82 (+1,62%)
     
  • DOW JONES

    30.046,24
    +454,97 (+1,54%)
     
  • FTSE

    6.432,17
    +98,33 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    26.588,20
    +102,00 (+0,39%)
     
  • NIKKEI

    26.165,59
    +638,22 (+2,50%)
     
  • NASDAQ

    12.078,75
    +173,50 (+1,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3899
    -0,0504 (-0,78%)
     

Dólar fura os R$ 5,80 e BC faz nova intervenção

Marcelo Osakabe
·2 minuto de leitura

A ação do BC, que injetou US$ 787 milhões, limitou os ganhos do dólar Apesar da volatilidade do início do pregão, em dia de formação de Ptax do mês, o dólar se sustentou em alta esta manhã, reagindo ao clima mais avesso ao risco no exterior e também novos sinais de ruídos políticos em Brasília. A alta da moeda americana no Brasil, ainda que não tenha sido intensa, foi suficiente para romper o nível psicológico dos R$ 5,80, o que chamou, logo em seguida, um leilão no mercado à vista pelo Banco Central. A ação do BC, que injetou US$ 787 milhões, limitou os ganhos do dólar, que recuava 0,55% por volta das 13h48, R$ 5,7343. No exterior, por outro lado, após um início de dia mais ameno, a moeda americana também se fortaleceu antes as demais divisas, desenvolvidas ou emergentes. Internamente, participantes de mercado monitoram o clima em Brasília, onde sinais de desentendimento dentro do governo voltam a aparecer - piorando as perspectivas sobre a coordenação necessária para votar os difíceis temas que se avizinham até o fim do ano. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a criticar de forma velada seu companheiro de Esplanada, Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) ao dizer que a Febraban estaria financiando estudos de “ministro fura-teto”. Também são digeridos os novos dados locais de trabalho e dívida. Mesmo com forte criação de postos de trabalho em setembro mostrada ontem pelo Caged, a Pnad Contínua revelou que, em agosto, a taxa de desemprego atingiu o nível recorde de 14,4%, acima do consenso do mercado. Já a dívida bruta do governo subiu a 90,6% do PIB em setembro, informou o Banco Central. "Os dados primários do governo continuam a mostrar fortes déficits, que devem se manter durante o restante do ano. Ainda assim, acreditamos que o pior está para trás", diz o Bradesco BBI em relatório. "Ainda assim, a situação permanece crítica, uma vez que o déficit primário deve chegar a 12% do PIB em 2020. O atual cenário reforça a necessidade do governo de avançar na agenda fiscal mesmo após o pior da pandemia recuar." A performance negativa do real em relação aos pares nos últimos dias é esperada, dado o alto déficit público e a falta de avanço nas reformas, avalia o Commerzbank. O banco alemão ressalta que o comunicado mais ‘dove’ (inclinado a estímulos) do Copom também não ajuda nesse sentido. “O Banco Central considera a alta recente da inflação temporária e mantém que as expectativas estão ancoradas. O mercado irá acompanhar de perto se a autoridade monetária se mostrará correta nos próximos meses. O ceticismo parece alto”, dizem analistas do banco em nota. “Nesse cenário, o real provavelmente continuará a ter desempenho abaixo de pares nas próximas semanas.” Pixabay