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Dólar avança para R$ 4,09; investidores avaliam leilão do pré-sal

Marcelo Osakabe

Hoje, Petrobras, em consórcio com a chinesa CNODC, arrematou área na Bacia de Santos; ontem, a estatal, sozinha e em consórcio, ficou com duas das quatro áreas oferecidas O dólar comercial devolveu a queda de quase 1% registrada na abertura e opera em leve alta nesta manhã, influenciado por nova frustração com leilões do pré-sal. Por volta das 11h20, a moeda brasileira operava em alta de 0,25%, as R$ 4,0912.

O movimento ocorre a despeito de um exterior mais positivo para as divisas emergentes e ligadas à commodities.

Por trás desse sentimento no exterior, estão novidades a respeito do acordo entre Estados Unidos e China. Na madrugada, o ministério do Comércio chinês informou que chegou a um acordo para a remoção de tarifas trocadas com os EUA em fases.

No Brasil, após o fracasso com o leilão de excedentes da cessão onerosa da véspera, investidores aguardavam uma sinalização mais positiva das petroleiras estrangeiras no certame de hoje do pré-sal. No entanto, a exemplo do que aconteceu ontem, apenas uma área foi arrematada, a de Aram, e também com participação majoritária da Petrobras.

Apesar da aparente falha nesse novo “teste” do apetite do estrangeiro pelo Brasil, o gestor da Infinity Asset, Jason Vieira, adota uma postura mais ponderada. “Existe um movimento hoje que ainda é repeteco o que ocorreu ontem, mas não dá para dizer que é representativo do que pode ocorrer daqui para frente”, diz.

“O que vai atrair capital para o Brasil são as concessões e privatizações, e o governo está trabalhando nisso. [O resultado de ontem] não foi bom, mas não muda a perspectiva futura, somente a de curto prazo.”