Mercado abrirá em 5 h 58 min

Dólar opera estável, de olho em desvalorização de moedas latino-americanas

Lucas Hirata

O dólar comercial opera em leve queda nesta quinta-feira O dólar comercial opera em leve queda nesta quinta-feira. Mesmo que sem variações tão acentuadas, operadores comentam que o mercado local volta a sofrer com a pressão contrária a divisas latino americanas.

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Peso chileno, peso colombiano e peso mexicano estão entre os cinco piores desempenhos do dia entre as principais divisas do mundo. Já o real brasileiro, por outro lado, tem um desempenho de meio de tabela neste momento. Por volta das 11h02, o dólar comercial operava perto da estabilidade, com uma leve queda de 0,04%, aos R$ 4,1841, enquanto o contrato futuro para dezembro subia 0,41%, aos R$ 4,191.

Desta forma, o dólar volta a se aproximar de marcas históricas. O maior valor nominal de fechamento na história é de R$ 4,1952, registrado em 13 de setembro de 2018. Já a máxima intradiária é de R$ 4,2484, atingida em 24 de setembro de 2015.

De acordo com o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor, uma série de fatores jogam contra o real brasileiro. Os juros mais baixos, a frustração com a participação nos megaleilões de petróleo e o ruído político em torno da soltura do ex-presidente Lula são só alguns exemplos.

“Não bastasse tudo isso, a crise nos países vizinhos (Bolívia, Chile e Argentina) acaba por impactar a percepção do estrangeiro com a América Latina, de modo que o real, por ser bastante líquido na região, se torna importante mecanismo de ‘hedge’. Ou seja, compra de dólar contra o real”, afirma o especialista.

Diante desta conjuntura, o efeito positivo dos dados de atividade no país acaba sendo ofuscado. O IBC-Br de setembro avançou 0,44% na virada do mês, resultado ligeiramente acima das expectativas, de 0,39%.

Com a volta da pressão no câmbio, os juros futuros de curto e médio prazo voltam a subir, enquanto os vértices mais longos seguem perto da estabilidade. O contrato de DI para janeiro de 2021 estava em 4,640% (4,62% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2022 marcava 5,23% (5,21% no ajuste anterior), enquanto o DI janeiro/2023 tinha taxa de 5,73% (5,73% no ajuste anterior) e DI janeiro/2025 marcava 6,32% (6,34% no ajuste anterior).