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Dólar varia pouco, com investidor atento ao cenário fiscal

Marcelo Osakabe
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Investidores monitoram ainda quadro externo, mais positivo para a tomada de risco O retorno da questão fiscal ao noticiário e dados mistos nos Estados Unidos impediram o real de se beneficiar de uma recuperação mais ampla das divisas emergentes e desenvolvidas contra o dólar. Por volta das 13h, a moeda americana recuava 0,03%, a R$ 5,6268. Lá fora, o dólar perde terreno contra 27 das 33 divisas mais negociadas do mundo, devolvendo ganhos consistentes registrados nos últimos dias, quando o noticiário negativo sobre o retorno da covid-19 manteve em baixa o apetite por risco. No horário acima, a moeda americana cedia 0,39% frente ao peso mexicano, 0,20% ante o rublo russo e 1,14% na comparação com o peso chileno. Os índices acionários americanos também operam em alta firme, mesmo diante de dados mistos da economia local. As vendas no varejo de setembro apontaram alta de 1,9% sobre agosto, muito acima da expectativa de 0,7%. Já a produção industrial contraiu 0,6% no mesmo período, ante expectativa de alta de 0,5%. "O setor manufatureiro é outra área da economia que está perdendo impulso recentemente. Áreas que lideraram a recuperação antes estão reduzindo seu ritmo no momento", notam analistas do Wells Fargo. No Brasil, as atenções estão voltadas para aparições de do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do secretário do Tesouro, Bruno Funchal. Ambos estarão em um evento fechado à imprensa nesta sexta-feira. O interesse ocorre após ontem o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, admitir a possibilidade de o Renda Cidadã ficar de fora do teto, desde que "em comum acordo com o Congresso, que representa a sociedade como um todo". Nestes termos, "não vejo problema nenhum", disse Mourão. O vice-presidente declarou, em outro momento do mesmo discurso, que o é necessário manter a âncora fiscal do país. "O que temos hoje é o teto de gastos. O ministro Paulo Guedes tem repetido isso à exaustão. O resto é tudo especulação e discussão", ponderou.