Mercado fechado

Dólar opera na casa de R$ 4,18 e juros futuros recuam com ajuste

Victor Rezende

Investidores seguem atentos à cena externa, especialmente a notícias sobre a disputa comercial entre EUA e China O dólar comercial opera em queda nesta segunda-feira, em ajuste após a sexta-feira em que os mercados ficaram fechados no Brasil e que houve valorização de ativos de risco no exterior.

Perto de meio-dia, o dólar à vista era negociado a R$ 4,1845, queda de 0,20%, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2021 marcava 4,65%, ante 4,64% no ajuste anterior; a do DI para janeiro de 2022 passava de 5,25% para 5,24%; a do contrato para janeiro de 2023 ia de 5,75% para 5,73%; e a do DI para janeiro de 2025 cedia de 6,33% para 6,29%.

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Na sexta-feira passada, os ativos brasileiros negociados no exterior exibiram valorização, o que se reflete nos negócios hoje. As questões comerciais entre Estados Unidos e China continuam no foco dos agentes. “Os movimentos relacionados à guerra comercial continuam ainda na total e irrestrita retórica”, diz o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira.

Ele nota o “ensurdecedor silêncio” no Twitter do presidente americano, Donald Trump, sobre as relações comerciais, “o que traz dúvidas sobre o quão reais são os avanços sem o aval em rede social do presidente”. Na cena externa, o dólar opera em alta ante a maioria das moedas emergentes, o que limita a queda da divisa americana hoje no Brasil.

Retomada da economia pode estar acontecendo

No âmbito doméstico brasileiro, o Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostrou uma redução na expectativa mediana do mercado para a Selic no fim do próximo ano de 4,50% para 4,25%. Entre os economistas Top 5 de médio prazo, o ponto médio das projeções continua a mostrar o juro básico a 4% no fim de 2020.