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Dólar inicia a semana em alta de olho no acordo entre EUA e China

Jader Lazarini
Dólar inicia a semana em alta de olho no acordo entre EUA e China

O dólar inicia a semana em alta atento a assinatura do acordo da primeira fase da guerra comercial na próxima quarta-feira (15).

Nesta segunda-feira (13), por volta das 9h20, o dólar variava positivamente 0,471% sendo negociado a R$ 4,1128. Os investidores investidores internacionais estão atentos ao recuo do PIB britânico.

Além disso, segue no radar do mercado a venda das refinarias da Petrobras. Investidores estrangeiros e fundos de investimento mostram-se interessados.

Guerra comercial

A semana iniciou-se destacando a possível assinatura do acordo da primeira fase da disputa comercial entre Estados Unidos e China. O encontro deve acontecer na próxima quarta em Washington.

Além disso, as duas maiores potências do planeta chegaram a um acordo para realizar encontros semestrais para debater as relações comerciais entre os dois países. A informação foi divulgada, neste sábado (11), por fontes entrevistadas pela "Dow Jones Newswires".

Segundo a agência, os encontros serão liderados pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e pelo vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

A assinatura do acordo ocorre em um momento importante para o presidente norte-americano Donald Trump. A presidente da Câmara estadunidense, a democrata Nancy Pelosi, afirmou na última sexta-feira (10) que enviará ao Senado, nesta semana, as denúncias de impeachment do mandatário.

A Câmara deve votar uma resolução que nomeie "gerentes" de impeachment e forneça evidências à câmara. No mês passado, foram aprovadas as duas denúncias contra Trump.

Economia britânica

Em meio às incertezas políticas, a economia do Reino Unido recuou 0,3% em novembro frente a outubro, com uma queda de 1,3% da indústria. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (13) pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês).

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A queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido marca o terceiro declínio nos 11 meses de 2019 registrados até agora. O indicador foi 0,6% maior que em novembro do ano anterior, o ritmo mais fraco de crescimento anual desde junho de 2012.

Por mais que existam pesquisas de negócios demonstrando que a atividade econômica melhorou desde a vitória do Partido Conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson, o fraco desempenho torna mais provável que o Banco da Inglaterra (BoE) corte as taxas de juros nos próximos meses.

Petrobras

As cinco principais refinarias da Petrobras (PETR4), que estão à venda, vêm chamando atenção de grupos internacionais, petroleiras, fundos de investimentos e empresas brasileiras do setor de distribuição de combustíveis. O prazo para a apresentação de propostas é até o dia 5 de março.

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No Brasil, o grupo Ultra e a Cosan (sócia da Shell na distribuidora Raízen), que atuam em diversos setores da área energética, disputam algumas das unidades da Petrobras. As principais são:

  • Rlam (BA)
  • Rnest (PE)
  • Regap (MG)
  • Repar (PR)
  • Refap (RS)

Última cotação do dólar

Na última sessão, sexta-feira (10), o dólar encerrou em alta de 0,186% cotado a R$ 4,094.