Dólar futuro abre em queda, na contramão do exterior

O mercado de câmbio doméstico abre nesta segunda-feira sob expectativa de realização pelo Banco Central de leilões de linha e de swap cambial Tradicional (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). Por isso, o dólar futuro para janeiro de 2013 abriu em queda de 0,07%, a R$ 2,0805, na contramão do viés de alta da moeda dos Estados Unidos no exterior.

Na sexta-feira passada (07), após o dólar à vista fechar em alta a R$ 2,0870 (+0,38%), a autoridade monetária consultou os agentes do mercado para avaliar a demanda por dólar e pediu indicação de volumes e prazos, reafirmando sua disposição para garantir liquidez aos negócios. Logo depois dessa consulta, o dólar para janeiro de 2013, que subia mais de 0,30% na BM&F, foi perdendo fôlego, migrou para o terreno negativo e fechou em queda de 0,10%, cotado a R$ 2,0820. Portanto, a reação no mercado à vista é aguardada para a abertura desta segunda-feira.

Vale lembrar que, na última segunda-feira (03), pela primeira vez desde abril de 2009, o BC fez quatro leilões - dois de venda à vista com recompra em 30 e em 60 dias e dois leilões de swap cambial. Com isso, colocou o dólar em baixa. Posteriormente, o declínio da moeda se manteve após a reversão parcial de medidas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda relacionadas a exportações e empréstimos externos e, ainda, houve sinalização de Banco Central de que deseja que a desvalorização do real seja gradual. Com essas intervenções, o dólar à vista cedeu para R$ 2,0790 na quinta-feira passada, ante uma taxa de R$ 2,1270 no dia 30 de novembro, por causa do crescimento fraco de 0,6% do PIB no terceiro trimestre.

Incomodado com a alta da moeda norte-americana ante o real na última sexta-feira (07), o BC novamente entrou em ação no final, reconduzindo o dólar futuro para o campo negativo. Vale destacar que essa ação ocorreu, a despeito do desempenho positivo do dólar ante o euro na sexta-feira (07), pela terceira sessão consecutiva.

Nesta segunda-feira, a moeda dos EUA sustenta-se em alta no exterior. Entre as razões que vêm ajudando a nutrir esse movimento estão a revisão para baixo nas projeções de crescimento da Alemanha e o dado melhor do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos EUA, ambos divulgados na sexta (07). A economia dos EUA criou 146 mil empregos em novembro, bem mais do que as 80 mil vagas previstas pelos analistas. Já a taxa de desemprego caiu para 7,7%, melhor do que a taxa de 7,9% esperada e o nível mais baixo desde dezembro de 2008.

Agora, são os dados positivos da economia da China e a situação política na Itália que estão dividindo as atenções dos agentes financeiros. A falta de avanço nas negociações entre a Casa Branca e o Congresso para evitar que os Estados Unidos caíam no abismo fiscal no começo de 2013 também deve influenciar o mercado de moedas. O Japão, por sua vez, entrou tecnicamente em recessão, após a queda de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre passado, em base anual.

Em Nova York, às 9h04, o euro estava em US$ 1,2911, de US$ 1,2925 no fim da tarde de sexta-feira (07). O dólar norte-americano suvia ante o dólar australiano (+0,08%), o dólar canadense (+0,14%), a rupia indiana (+0,06%) e o dólar neozelandês (+0,03%).

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