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Dólar fica estável após alta da Selic

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***FOTO DE ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1901261547525593
***FOTO DE ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1901261547525593

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar tinha estabilidade frente ao real na manhã desta quinta-feira (4), com investidores avaliando a decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic a 13,75% e manter a porta aberta para aperto monetário residual em setembro, enquanto, no exterior, alertas de recessão ficavam no radar.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,01%, a R$ 5,2774 na venda.

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a R$ 5,3195.

Na quarta-feira (4), o índice que compara o dólar a outras moedas ficou praticamente estável, enquanto os mercados de ações tiveram um dia positivo, apesar dos sinais de desaceleração global da economia.

No Brasil, a estabilidade do câmbio foi atribuída ao dia de noticiário morno para o mercado, embora investidores permaneçam atentos às tensões crescentes entre Estados Unidos e China.

Na Bolsa de Valores brasileira, o índice de referência Ibovespa subiu 0,40%, a 103.774 pontos, em uma sessão de amplos ganhos para empresas de tecnologia, varejo e finanças.

Locaweb, Via, Natura e Cielo saltaram 11,9%, 11,5%, 11,2% e 9,7%, respectivamente.

Ações desses setores tendem a ser beneficiadas pela aposta de investidores na estabilização dos juros. O mercado apostou amplamente que na elevação de 0,50 ponto percentual da taxa Selic, a 13,75% ao ano, o que foi confirmado após a divulgação do resultado da reunião do comitê de política monetária do Banco Central.

No exterior, os principais índices de ações subiram. Em Nova York, o indicador S&P 500, parâmetro para o mercado acionário americano, ganhou 1,56%. O Dow Jones avançou 1,26%, enquanto a Nasdaq saltou 2,59%.

Na Europa, o índice que acompanha as 50 principais empresas da região avançou 1,30%.

O preço de referência do petróleo chegou ao final desta quarta com a menor cotação diária desde a antevéspera da invasão da Ucrânia pela Rússia.

O barril do Brent caiu 3,74%, a US$ 96,78 (R$ 511), o menor valor desde os dias que antecederam o início da guerra. Na mínima do dia, a commodity cedeu a US$ 96,50, perto do menor valor intradia durante o conflito na Europa, de US$ 94,50, em 15 de julho.

No mercado de ações do Brasil, as petrolíferas resistiram à queda da commodity, apesar da sessão volátil para a Petrobras, cujas ações mais negociadas subiram 0,06%.

A desvalorização da matéria-prima ocorreu após relatório do governo americano reportar queda na demanda por combustíveis. Ao mesmo tempo, houve aumento dos estoques no país, explicou Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos

O noticiário sobre desaceleração na demanda americana esfriou os preços após uma alta no começo do dia, que havia sido provocada pela decisão do cartel de países produtores de petróleo e aliados, conhecido pela sigla Opep+, de elevar sua produção em apenas 100 mil barris por dia no próximo mês. "É um acréscimo muito pequeno", disse Arbetman.

A proposta da Opep está abaixo das expectativas dos Estados Unidos, que gostariam de uma ampliação significativamente maior. A queda dos preços dos combustíveis ajudaria o governo do presidente Joe Biden a controlar a maior inflação no país em 40 anos.

Para frear a inflação, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) vem aumentando a sua taxa de juros, o que já resultou em duas quedas trimestrais do PIB americano, preenchendo o critério mais importante para caracterizar uma recessão.

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