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Dólar fecha em queda de olho em disputa entre EUA e China

Marcelo Osakabe

Moeda americana fechou com uma queda de 0,13%, cotada a R$ 4,1934 As incertezas sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China e a perspectiva negativa para o real no curto prazo e se traduziram em um dólar alternando leves altas e baixas neste pregão. No encerramento do dia, a moeda era negociada aos R$ 4,1934, queda de 0,13%.

Nesta tarde, a moeda americana operava em alta leve até a última hora de negociação no mercado spot.

O movimento, embora sem grande amplitude, foi repentino e ocorreu ao mesmo tempo em que foi registrada uma melhora do Ibovespa. O índice foi beneficiado por uma série de relatórios de grandes bancos recomendando a compra de ações locais e opera em alta superior a 1%.

A reafirmação da perspectiva positiva para a renda variável de última hora pode ter contrabalanceado o sinal dúbio do exterior e a perspectiva para o câmbio local. No front da guerra comercial, o otimismo sofreu uma deterioração após a mídia chinesa afirmar que o governo em Pequim está irritado com a decisão do Congresso americano de aprovar uma lei que endurece a fiscalização sobre condutas de direitos humanos em Hong Kong.

A noticia veio na veio na direção contrária de um relato anterior dando conta de que os EUA estariam dispostos a adiar a entrada em vigor uma nova rodada de tarifas esperada para 15 de dezembro.

O vaivém ajudou as moedas emergentes a não apresentarem sinal único neste pregão. Enquanto o dólar subia 0,62% frente ao peso chileno e 0,13% contra o dólar neozelandês, cedia 0,78% ante o rand sul-africano e 0,43% contra o peso mexicano.

No Brasil, esses sinais se somaram à tendência negativa para o câmbio dos últimos dias, que levou a moeda americana a romper os R$ 4,20 esta semana. "Acho que a conjuntura brasileira hoje continua impedindo o dólar de cair", diz Consorte, citando a falta de fluxo e eventos como a soltura do ex-presidente Lula e a decisão do presidente Jair Bolsonaro de deixar o PSL e criar um partido novo.

Outro fator de joga a favor de uma maior depreciação do câmbio é o esclarecimento feito presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ontem, o dirigente afirmou que foi mal entendido na terça-feira e reiterou que a autoridade monetária agirá via juros caso o dólar ameace as expectativas de inflação, não com intervenções no mercado cambial.

"O Campos Neto deu algum combustível para o comprado, ao mostrar que não tem preocupação com o dólar, pelo menos nesse momento", diz Cleber Alessie Machado, operador da H. Commcor. "Como ainda não vemos repasse cambial e o mercado segue funcional, os comentários dão coragem ao comprador de dólares."

A ausência de uma pressão de alta maior no entanto, pode ser indício de que o patamar ainda é tem forte resistência. Para a Genial investimentos, a negociação do dólar futuro já terça-feira mostrava que o ativo entrou em "congestão", tendência lateral, entre 4.198,00 pontos até 4.206,50 pontos. “Os próximos fundos ficam em 4.190,50 e 4.184,50 pontos. Já as resistências ficam em 4.206,50, 4.212,00, 4.216,50, 4.220,50 e 4.222,00", acrescentam analistas da casa em relatório.

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