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Fluxo estrangeiro e noticiário interno mais calmo respaldam queda do dólar

Por José de Castro
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Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira, influenciado por fluxo estrangeiro e pelo quieto dia de notícias em Brasília, que abriu espaço para algum ajuste na moeda em pregão de amplo apetite por risco no exterior.

O dólar à vista caiu 0,61%, a 5,5893 reais na venda, mas não sem antes chegar a subir a 5,6478 reais (+0,43%) durante a manhã. Na última hora de negócios a cotação bateu a mínima do dia, de 5,577 reais (-0,83%).

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha baixa de 0,34%, a 5,5980 reais, às 17h20.

Além do câmbio, outros mercados brasileiros também se valorizaram. O principal índice de ações doméstico saltou 2,33%, de acordo com dados preliminares, e as taxas de contratos de juros futuros negociados na B3 <0#DIJ:> caíram cerca de 10 pontos-base.

Profissionais comentaram que a "compra de Brasil" ocorreu em meio a aumento de fluxo de investidores estrangeiros na parte da tarde. Endossando essa percepção, o Tesouro Nacional ofertou e vendeu mais cedo todo o lote de 1 milhão de NTN-F 2031 --prefixado de vencimento mais longo e tradicionalmente demandado por investidores internacionais.

O volume disponibilizado para esse vértice foi o maior desde o começo de janeiro e bem acima da média de 255 mil papéis dos dez leilões anteriores.

Os mercados globais operaram com humor melhorado nesta sessão, amparados por maior otimismo quanto a um pacote de auxílio fiscal nos Estados Unidos.

A compra de ativos de risco no Brasil teve espaço ainda com o noticiário modesto no campo político-econômico. "Basta Brasília não se mexer que o mercado anda. E o inverso é verdadeiro", comentou Ivo Chermont, sócio e economista-chefe da Quantitas.

Informações divergentes sobre financiamento do Renda Cidadã --novo programa de transferência de renda do governo--, além de outros ruídos de ordem política pressionaram os mercados nos últimos dias, diante de maior receio sobre a trajetória das contas públicas.

Mas está prevista ainda para esta quinta-feira participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento de lançamento da Agenda Legislativa da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa. O evento contará com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O real teve algum suporte também por números recordes sobre o volume de vendas no varejo brasileiro em agosto, que reforçaram percepção de retomada da economia. A recuperação do crescimento é vista como essencial para que haja perspectiva de valorização da taxa de câmbio, uma vez que poderia atrair mais capital estrangeiro, aumentando a oferta de dólares no país.

Analistas do DailyForex consideram que há chances de o dólar retornar à faixa de 5,48 reais no curto prazo.

"O real tocou o suporte perto de 5,4800 reais recentemente, e operadores podem usar esse valor como meta. Embora a cotação possa parecer distante do preço atual, a recente faixa consolidada do dólar/real sugere que um rompimento limitado está prestes a ocorrer", disseram em nota.