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Dólar perde terreno contra real antes de Copom

·2 min de leitura
Nota de 1 dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda frente ao real nesta quarta-feira, depois de oscilar entre altas e baixas no decorrer de um pregão instável, pouco antes de uma das mais aguardadas decisões de política monetária dos últimos tempos.

O dólar negociado no mercado interbancário caiu 0,31%, a 5,5553 reais, depois de oscilar entre 5,5374 reais (-0,63%) na mínima e 5,593 reais (+0,36%) na máxima da sessão.

Na B3, onde os negócios vão além das 17h, o dólar futuro tinha queda de 0,31%, a 5,5530 reais.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão sobre os juros básicos ainda nesta quarta-feira, a partir de 18h30 (de Brasília). A expectativa de várias instituições financeiras importantes é de que a autarquia elevará a taxa Selic em 150 pontos-base, pressionada pelas crescentes expectativas de inflação e deterioração da credibilidade fiscal do Brasil.

Parte dos mercados de juros e de opções digitais na B3 chegou a apostar em elevação ainda mais agressiva recentemente, considerando aumento de 2 pontos percentuais dos juros como uma possibilidade.

Para o Citi, que espera elevação de 150 pontos-base, a probabilidade de o Banco Central manter o ritmo de alta de juros das últimas reuniões, de 100 pontos-base, parece "quase desprezível" neste momento. O credor chamou a atenção em relatório desta quarta-feira para o recente enfraquecimento do regime fiscal do país, após ameaças concretas ao teto de gastos, e para "sinais iniciais" de desancoragem das expectativas de inflação de longo prazo.

A decisão do Banco Central afetará o diferencial de juros entre o Brasil e outras economias, o que pode ter impacto no fluxo de ingresso de recursos no país, e, consequentemente, afetar o mercado de câmbio. No geral, especialistas enxergam custos mais altos dos empréstimos como benéficos para a moeda brasileira, uma vez que tornam o mercado de renda fixa local mais atraente.

O Citi, no entanto, disse em nota que a alta incorporada em seu cenário, de 150 pontos-base, teria impacto limitado sobre o real, uma vez que já parece bastante precificada pelos participantes do mercado. "Elevações de juros de emergência geralmente conseguem estabilizar uma divisa por mais tempo, mas isso sugeriria (aumento de) mais de 200 pontos-base, que parece não estar sobre a mesa."

Além da política monetária, investidores ficaram de olho nesta quarta-feira nas notícias em torno da PEC dos Precatórios, que muda a sistemática de pagamento dos precatórios e abre espaço fiscal no teto de gastos de mais de 80 bilhões de reais. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira que a PEC será tratada com agilidade na Casa assim que for votada e encaminhada pela Câmara dos Deputados.

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