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Dólar fecha em leve alta de olho em segunda onda da covid-19 na Europa

Marcelo Osakabe
·3 minutos de leitura

O noticiário doméstico ameno acabou não interferindo no pregão desta quarta-feira. Ainda assim, os riscos fiscais permanecem no radar Os temores relativos a uma segunda onda da covid-19 na Europa impediram o dólar de devolver a alta de quase 1% registrada ontem. Após uma abertura em queda leve, a moeda americana voltou a operar em alta modesta, reagindo à decisão da França de reinstituir novamente o estado de emergência no país para combater o ressurgimento da doença. No fim do pregão, o dólar comercial foi negociado a R$ 5,5991, alta de 0,37%. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou medidas de isolamento para grandes cidades do país, que podem incluir o toque de recolher. Preocupações relativas à ressurgência da covid-19 também atingem nações da região, como a República Checa, Polônia e Hungria. Outros pares emergentes tiveram desempenho melhor na sessão. No mesmo horário, o dólar caía 0,10% contra o peso mexicano, 0,15% na comparação com a lira turca e 0,60% frente ao peso colombiano. Na outra ponta, o rublo russo, cujo país também começa a bater novos recordes de casos diários, também sofreu e caía 0,92% ante o dólar no horário acima. Ainda que a sessão tenha sido relativamente tranquila, o fato de a moeda americana se manter operando em um patamar bastante pressionado mostra que a interdição sobre o debate do Renda Cidadã, e consequente preocupação fiscal, continua a pesar sobre o mercado, ainda que este tenha deixado de ser o principal assunto do momento. "A poeira da disputa entre as narrativas liberal e fiscalista, de um lado, e a área desenvolvimentista e focada nas eleições, de outro, só baixou. O elefante continua na sala", diz Erminio Lucci, diretor-executivo do BGC Liquidez. Lucci avalia que, embora o Banco Central não tenha demonstrado nenhuma preocupação recente com o nível do câmbio, a atuação de ontem e os comentários do diretor de política monetária, Bruno Serra, mostram que a autoridade monetária pode acelerar as intervenções caso a moeda brasileira se desvalorizar mais. Ontem, em um dia de aversão mais intensa ao risco também provocada por notícias relacionadas à covid-19, o real se descolou de pares emergentes e vinha tendo, disparado, o pior desempenho do dia, até que o Banco Central decidiu intervir com um leilão de dólares no mercado à vista. A injeção de US$ 560 milhões ajudou a conter a disparada da moeda norte-americana, que ainda assim encerrou em alta de 0,95%. Em evento mais cedo, Bruno Serra afirmou ainda que a autoridade monetária "tem sempre a disposição de vender reservas se necessário, mas nenhum desejo" em fazê-lo. "Atuamos dependendo da necessidade", disse. Lá fora, ainda que a ameaça do novo coronavírus tenha voltado, investidores continuam a se preparar para um cenário em que o dólar possa se enfraquecer mais intensamente em caso de vitória do candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden. Caso isso ocorra, “o dólar se enfraqueceria por causa das expectativas de um gasto governamental maior", diz o estrategista para mercados emergentes do BBVA, Danny Fang. O profissional avalia que, embora esse impulso possa ser limitado apenas à reação inicial dos mercados, dada a forma como os estímulos fiscais costumam afetar a economia, as moedas emergentes tendem a se beneficiar do resultado. Este efeito, no entanto, deve variar conforme as condições de cada país e região, continua Fang. Embora sejam moedas cíclicas, as divisas da América Latina não contam mais com altas taxas de crescimento ou juros básicos, por exemplo, ao passo que apresentam risco fiscal maior. Nesse sentido, também pesa contra o Brasil o fato de que o país vive com "ruídos políticos intermitentes". "De forma geral, as moedas da região podem se beneficiar com um dólar mais fraco, mas a dinâmica não será parecida com a vivida 10 anos atrás", diz. Kiyoshi Ota/Bloomberg