Mercado abrirá em 6 h 50 min
  • BOVESPA

    121.241,63
    +892,84 (+0,74%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.458,02
    +565,74 (+1,23%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,28
    -0,08 (-0,15%)
     
  • OURO

    1.838,50
    +8,60 (+0,47%)
     
  • BTC-USD

    36.410,96
    -30,77 (-0,08%)
     
  • CMC Crypto 200

    715,17
    -19,97 (-2,72%)
     
  • S&P500

    3.768,25
    -27,29 (-0,72%)
     
  • DOW JONES

    30.814,26
    -177,24 (-0,57%)
     
  • FTSE

    6.720,65
    -15,06 (-0,22%)
     
  • HANG SENG

    29.746,17
    +883,40 (+3,06%)
     
  • NIKKEI

    28.648,39
    +406,18 (+1,44%)
     
  • NASDAQ

    12.932,75
    +130,50 (+1,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4045
    +0,0092 (+0,14%)
     

Dólar quebra série de baixas semanais com exterior cauteloso e ruídos domésticos

José de Castro
·2 minuto de leitura
Reais e dólares

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta discreta nesta sexta-feira, ao fim de um dia de bastante oscilação, com investidores evitando vender a moeda numa sessão de menor apetite por risco no exterior e de maiores tensões políticas no Brasil.

O dólar à vista subiu 0,12% nesta sexta, a 5,0845 reais, após variar entre 5,1185 reais (+0,79%) e 5,0739 reais (-0,08%).

O dia foi marcado por força da moeda norte-americana no exterior, em sessão mais fraca para ativos de risco, como moedas emergentes e ações.

O índice do dólar subia 0,2% no fim da tarde, afastando-se de mínimas em dois anos e meio atingidas na véspera. Em Wall Street, o S&P 500 perdia 0,8%. Os mercados mostram ceticismo sobre negociações acerca de mais estímulos nos EUA, num momento em que o país bate recordes diários de novos casos de Covid-19.

No Brasil, ruídos entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Jair Bolsonaro voltaram a atrair atenção de investidores. Maia chamou Bolsonaro de mentiroso e o acusou de fazer articulação para desmoralizar seus adversários, depois de, na véspera, o chefe do Executivo dizer que deveriam cobrar o fim do 13º salário do programa Bolsa Família do presidente da Câmara.

O receio dos agentes financeiros é que tensões com o Legislativo possam atrapalhar o andamento da agenda de reformas.

Nesta sexta, o Banco Central fez leilão de até 2 bilhões de dólares em linhas de moeda estrangeira com compromisso de recompra e ofertou ainda 800 milhões de dólares em contratos de swap cambial.

"Corroborando com as falas do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, a ação mostra que o BC de fato segue em cima do mercado, acompanhando e atuando prontamente para corrigir quaisquer disfuncionalidades no câmbio", disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

Na semana, a cotação teve alta de 0,73%, depois de quatro semanas consecutivas de perdas. Em dezembro, a moeda ainda cai 4,90%.

Apesar dessa valorização recente, Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), ainda vê espaço para ganhos adicionais da moeda brasileira.

"Nosso valor justo para o real segue em 4,50 por dólar, então há muito espaço para fechar o maior gap de desvalorização no mundo emergente, que reflete a incrivelmente forte posição do balanço de pagamentos do Brasil", disse.

Veja gráfico do IIF sobre fluxos do balanço de pagamentos do Brasil desde 2014:

O superávit em transações correntes do Brasil foi de 202 milhões de dólares em novembro, com o déficit em 12 meses passando a 0,82% do Produto Interno Bruto (PIB). Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 1,514 bilhão de dólares, ante expectativa no mercado de 1,35 bilhão de dólares.

Em 2020, o dólar ainda sobe 26,70%.