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Riscos político e fiscal levam dólar de volta a R$ 5,65

Marcelo Osakabe
·3 minutos de leitura

Mesmo com um dia mais positivo no exterior para a maior parte das divisas emergentes, o real operou em baixa durante praticamente toda a sessão A falta de novidades sobre o Renda Cidadã e outras reformas que o governo toca manteve pressionado o câmbio no Brasil. Sem notícias para reduzir o mal-estar dos investidores com os últimos sinais trazidos de Brasília, a moeda brasileira contrariou a maior parte dos pares emergentes e encerrou em alta moderada nesta quinta-feira. No encerramento, o dólar comercial foi negociado a R$ 5,6546, alta de 0,65%. No mesmo horário, o dólar cedia 1,11% frente ao peso mexicano, 0,47% na comparação com o rublo russo e 0,71% contra ao rand sul-africano, mas avançava 0,30% ante a lira turca. “São muitas dúvidas sobre o que vai acontecer. O mercado ficou ressabiado com a proposta para o Renda Cidadã, ao mesmo tempo em que a proposta de criação de um novo imposto nos moldes da CPMF parece que foi engavetada. Ninguém sabe o que vai sair de novo e essa incerteza que faz o dólar subir hoje”, diz Vanei Nagem, diretor de câmbio da Terra Investimentos. Se sobram dúvidas, o dia foi pouco produtivo em respostas ou mesmo acenos nessa direção. Continuaram reverberando questões como o bate-cabeça entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, que chamou ontem de "puxadinho" a proposta de utilizar verba dos precatórios para o Renda Cidadã. Gudedes foi rebatido pelo relator da PEC dos Gatilhos, no Orçamento, Marcio Bittar (MDB-RJ), que disse que a medida continuará dentro do texto. “Podemos interpretar a fala de Paulo Guedes como um posicionamento perante o mercado e investidores sobre esta questão, mas a palavra final será do Congresso, e a julgar pelas declarações do Relator Bittar, ele ainda pretende utilizar o teto dos precatórios como fonte de financiamento do Renda Cidadã”, diz a LCA em relatório. “Em suma, o atual programa emergencial termina no fim do ano e o governo continua sem uma proposta viável do ponto de vista político e fiscal para substituí-lo.” A preocupação com o fiscal acabou ofuscando notícias como o ajuste das contas externas. De acordo com a Secex, o país registrou um superávit de US$ 6,164 bilhões da balança comercial em setembro. Este é o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989. Para o Bradesco BBI, que atualizou hoje suas projeções para 2020 e 2021, essa dinâmica deve continuar pesando sobre o câmbio. "Fatores como baixa taxa de juros, riscos fiscais altos, uma recuperação que ainda precisa ser confirmada no primeiro semestre de 2021 e uma fadiga já presente nos mercados globais sugerem que a nossa previsão de R$ 5,10 para este ano necessitava de um ajuste. Em suma, nem mesmo um balanço de pagamentos mais confortável irá compensar os riscos mais altos percebidos", diz a casa em relatório a clientes. A casa elevou a expectativa para o dólar no final deste ano foi de R$ 5,10 para R$ 5,40, e de R$ 4,80 para R$ 5,10 no final do próximo ano. Daniel Acker/Bloomberg