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Dólar fecha em alta com tensão na Europa e nos EUA

Marcelo Osakabe
·3 minutos de leitura

Na semana, o dólar acumulou alta de 3,32%, a mais intensa desde o início de agosto A ressurgência dos casos de covid-19 na Europa, que deixa as perspectivas de retomada da economia europeia ainda mais nubladas, se juntou ao desconforto nos Estados Unidos com o impasse relativo ao pacote fiscal para desencadear um movimento global de fortalecimento do dólar nesta semana. Sempre de olho no exterior, a moeda americana acumulou alta de 3,32%, a mais intensa desde a primeira semana de agosto, quando o dólar subiu 3,76%. Após um respiro na sessão de ontem, alimentada por declarações da líder democrata, Nancy Pelosi, a respeito da intenção de voltar à mesa de negociações do pacote, o humor do investidor global voltou a azedar nesta sexta-feira. Nem mesmo uma melhora de última hora nas bolsas em Wall Street, encabeçada por ações de tecnologia e indústrias, foi suficiente para reverter a trajetória de recuperação da moeda americana. No fim, o dólar fechou em alta de 0,86% no Brasil, a R$ 5,5567. Já o índice DXY subiu 0,27%, aos 94,61 pontos. O comportamento do pregão de hoje confirma uma reversão da tendência de curto prazo da moeda americana. “Uma semana ruim para ações globais e para as taxas de infecção pela covid-19 na Europa, mas uma semana positiva para o dólar. O mercado estava muito posicionado para um enfraquecimento da moeda americana e precisava de um catalisador para sair dessa posição, o que de fato ocorreu”, escreveu o chefe de estratégia de câmbio do Société Générale, Kit Juckes. A recaída do apetite pelo risco lá fora fortalece a narrativa de que os desafios políticos e econômicos do mundo à frente não estavam corretamente precificados pelos mercados, o que significava uma correção à vista. "Era um trabalho solitário ser pessimista durante o rali dos mercados nos últimos meses, mas nós sempre argumentamos que o consenso era muito otimista. A última guinada para cima foi alimentada por estímulos macro massivos e intensificada pelo conhecido ‘medo de ficar de fora’. No entanto, desde o verão [no hemisfério Norte], foi ficando cada vez mais claro que a expectativa de uma rápida recuperação e uma rápida solução na forma de uma vacina para a covid-19 era irrealista", dizem estrategistas do Bank of America. Para grafistas do banco americano, existe espaço para que a moeda americana continue a se fortalecer nas próximas semanas, ainda que a tendência de médio e mais longo prazo continue sendo a contrária. Eles avaliam que o índice DXY tenha espaço para voltar aos 94,61 pontos, ao passo que o euro, que era cotado a US$ 1,1627 no fechamento doméstico, possa retroceder para perto de US$ 1,15. Internamente, investidores digerem a notícia trazida pelo Valor de que o governo negocia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o apoio à proposta de reforma tributária da casa, a PEC 45, em troca da inclusão na pauta da nova CPMF. Maia - que sempre se colocou contra a criação do novo tributo - não daria apoio à medida, apenas deixaria de obstruir sua votação. Para a Tullett Prebon, tal arranjo não seria ruim. A “CPMF dificilmente teria 308 votos e agora a PEC 45 teria uma tração a mais”, diz a casa em relatório a clientes. Pixabay