Mercado fechará em 5 h 29 min

Real despenca frente ao dólar por incerteza eleitoral

(Arquivo) Moeda de um real é vista junto com nota de 100 dólares, no Rio de Janeiro

O dólar era negociado no fechamento dos mercados nesta quinta-feira (13) a 4,197 reais, um recorde histórico, com uma desvalorização de 1,12% da moeda brasileira devido às incertezas sobre as eleições de 7 de outubro.

Ao longo do ano, o real sofreu uma desvalorização de 21,06%.

O recorde anterior, de 4,166 reais por dólar, remontava ao fechamento 21 de janeiro de 2016. Durante o dia, chegou a 4,20 reais, pouco abaixo do recorde de cotação intradiária (4,249 reais por dólar) de setembro de 2015.

A Bolsa de São Paulo registrou, por sua vez, uma queda de 0,58%, em um ambiente de prudência ante um panorama eleitoral cada vez mais nebuloso.

O candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, favorito nas pesquisas para o primeiro turno, teve que ser novamente operado na quarta-feira por conta de complicações de uma facada que perfurou o seu abdômen na semana passada durante um comício.

Vários analistas preveem um crescimento importante da intenção de voto por Fernando Haddad, designado na terça-feira pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituí-lo como candidato do PT.

E se Haddad não se afirmar, poderá fortalecer a candidatura de Ciro Gomes, igualmente crítico às políticas de austeridade do presidente Michel Temer.

Bolsonaro, que na campanha adotou posições de ortodoxia financeira, estava se tornando o candidato de muitos investidores, mas, por enquanto, "o mercado se pergunta o que ocorreria no caso de Bolsonaro morrer entre o primeiro e o segundo turno", declarou à AFP Victor Cándido Oliveira, economista-chefe da Guide Investimentos.

"Esperamos bastante volatilidade nos próximos dias, estamos atentos à evolução de Fernando Haddad, que pode pressionar bastante negativamente o câmbio", acrescentou.