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Dólar engata nova alta e vai acima de R$ 5,40 com foco em falas de Haddad

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar engatava uma terceira sessão consecutiva de forte alta nesta terça-feira (3), chegando a ser negociado acima dos R$ 5,40, com investidores atentos a falas do novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações sobre a saúde das contas públicas.

Às 9h09 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,45%, a R$ 5,3822 na venda. Instantes após a abertura, a divisa norte-americana chegou a saltar 0,93%, a R$ 5,4079.

Na véspera, o mercado financeiro demonstrou descontentamento com o discurso de posse e as primeiras ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A leitura feita por analistas é de que há sinais de que o governo será mais intervencionista na economia do que se esperava, com consistente uso de empresas públicas.

As expectativas também pioraram quanto ao controle dos gastos públicos, sentimento que ganhou força após o anúncio da manutenção da desoneração por dois meses para gasolina e etanol, e por um ano para diesel, biodiesel e gás de cozinha.

Os juros futuros fecharam em forte elevação e, no mercado de câmbio, o dólar comercial à vista fechou o pregão de segunda-feira (2) com ganho de 1,47% sobre o real, cotado a R$ 5,3570. Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa caiu 3,06%, aos 106.376 pontos.

Desvalorizações expressivas de companhias controladas pelo governo federal respondem por grande parte da perda do Ibovespa nesta sessão. Papéis mais negociados no dia, as ações preferenciais da Petrobras tombaram 6,45%, enquanto as ações ordinárias da estatal mergulharam 6,66%. O Banco do Brasil perdeu 4,23%.

Com as principais Bolsas do exterior fechadas devido ao prolongamento do feriado de Ano-Novo, a tendência de queda foi reforçada devido à ausência do fluxo de investidores estrangeiros, mais otimistas com o novo governo do que os locais, segundo analistas. O baixo volume movimentado também tornou as oscilações mais exageradas.

Empresas com grande participação do governo, como Banco do Brasil, BB Seguridade, Eletrobras, Caixa Seguridade e Petrobras perderam, juntas, R$ 31,8 bilhões em valor de mercado nesta segunda, sendo que só a Petrobras respondeu por R$ 22,76 bilhões desse total, segundo levantamento da plataforma TradeMap.

Lula fez em seus discursos de posse uma forte defesa do Estado no desenvolvimento econômico do país. Ao falar em sessão no Congresso, citou bancos públicos e outras empresas estatais como atores do processo e citou especificamente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e empresas indutoras "de crescimento e inovação, como a Petrobras".

O presidente assinou ainda no domingo as primeiras medidas na área econômica, entre as quais uma determinação para que os ministros tomem providências para retirar as estatais do programa de privatizações.

A medida atinge em especial a Petrobras e os Correios, que estavam em processo para privatização já sob análise de membros do TCU (Tribunal de Contas da União).

Essa mudança de postura quanto à condução das estatais é observada por investidores como o encerramento de um programa de desestatização em curso que agradava o mercado.

Há também dúvidas sobre como o governo limitará os gastos, medida apontada como necessária para manter o país atrativo para investidores sem a necessidade de ampliar ainda mais o prêmio de risco, ou seja, os juros da dívida pública.

Durante a posse, Lula chamou o teto de gastos de "estupidez", e disse que ele será revogado. A medida já era prevista pela PEC da Gastança, que elevou o teto e permitiu gastos fora dele, mas estabeleceu que o Executivo deve apresentar uma nova regra para as contas públicas para substituir o atual.

Lula assinou também a MP (medida provisória) que prorroga a desoneração de combustíveis no país, medida criada por Jair Bolsonaro (PL) em meio ao avanço dos preços do petróleo e que tinha como prazo 31 de dezembro de 2022.