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Dólar encerra primeiro pregão de 2020 em alta, de olho no cenário externo

Marcelo Osakabe

No fim da sessão desta quinta-feira (2), a moeda americana avançou 0,33%, aos R$ 4,0232 O dólar comercial terminou o primeiro dia de negociação em 2020 com leve alta, num movimento que foi influenciado por alguma correção após a queda de 5,42% acumulada em dezembro. No fim da sessão, a moeda americana avançou 0,33%, aos R$ 4,0232.

O comportamento também reflete um avanço mais amplo do dólar no exterior. A moeda americana sobe de maneira quase generalizada contra as divisas de países desenvolvidos, o que acaba respingando sobre a negociação das divisas emergentes. Por volta das 16h50, o índice DXY da ICE avançava 0,47%, aos 96,84 pontos.

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Essa alta ocorre apesar do viés de tomada de risco, influenciada pela redução do compulsório na China e também pelo anúncio da data de assinatura da primeira fase do acordo comercial com os Estados Unidos, o próximo dia 15.

Para Marcio Simões Rodrigues, gerente da Mesa de Operações BMF da Planner, a alta do dólar no Brasil sofre, ainda, influência do vencimento de títulos públicos hoje. “Como cerca de 70% desses papéis estão nas mãos de estrangeiros, o vencimento pode ter gerado algum fluxo de saída”, disse o profissional.

O real terminou o dia como a décima moeda que mais se desvalorizou contra o dólar numa lista de 33 divisas globais. Libra esterlina, rand sul-africano e o dólar neozelandês encabeçaram os desempenhos mais fracos.

Durante a tarde, dados do Banco Central mostraram que a saída de dólares do Brasil continuou forte na última semana cheia de dezembro. Entre os dias 23 e 27, houve saída líquida de US$ 3,445 bilhões. Com isso, o fluxo cambial no ano de 2019, até o dia 27, ficou negativo em US$ 43,253 bilhões.

Parte importante desse resultado vem da balança comercial do ano passado, cujo resultado foi 20,5% menor do que o de 2018. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o saldo comercial ficou em US$ 46,674 bilhões, o menor desde 2015.

Além de exportar menos, o país também acabou recebendo menos dólares pela decisão de muitas empresas de manter seus recursos no exterior. Com a queda da Selic, essas companhias optaram por deixá-los lá fora, para reduzir seu endividamento em dólar.