Mercado fechará em 2 h 7 min

Dólar se firma em queda, na expectativa por estímulo fiscal nos EUA

Marcelo Osakabe
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Comportamento da moeda ante o real está em linha com o observado em outros mercados emergentes Após iniciar o dia em alta, no entanto, o dólar voltou a se enfraquecer ante o real e outros pares emergentes, pressionado por um otimismo renovado por um pacote fiscal americano. Por volta das 13h, a moeda americana era negociada em baixa de 0,44%, a R$ 5,5847. Os demais pares emergentes também se firmaram, em sua maioria, em alta. No horário acima, a moeda americana cedia 0,46% frente ao peso colombiano e 0,61% na comparação com o rand sul-africano, mas avançava 1,51% ante a lira turca. Esta última é afetada pela decisão do Banco Central local de manter estável a taxa de juros de referência no país, contrariando amplo consenso do mercado, que esperava nova alta. No fim da manhã, os ativos globais voltaram a melhorar após a lider democrata no Congresso, deputada Nancy Pelosi, afirmar que ambos os lados estão "quase lá" na interminável negociação sobre novos estímulos no país. "O mercado voltou a ficar relativamente mais animado com o pacote americano de estímulos. Com ela nossa abundante liquidez, o real acaba sendo uma moeda para entrar e sair de operações quando o humor muda", diz o operador da Commcor, Cleber Alessie Machado. A fala de Pelosi ajudou a tirar um pouco do nervosismo causado possível atuação de fora na disputa presidencial local. “Preocupações sobre interferência estrangeira nas eleições americanas são citadas como a principal razão para um mercado mais cauteloso”, nota o chefe de estratégia de câmbio do Société Générale, Kit Juckes, em comentário matinal. “Se isso é um catalisador ou apenas uma desculpa, é difícil saber. Talvez seja apenas normal estar mais nervoso a 12 dias de uma eleição com implicações tão amplas para a política econômica.” Sem agenda relevante ou discussões importantes sendo travadas no momento, o mercado local continua dependente do que vem de fora. O bate-boca entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores a respeito da vacina chinesa produzida pelo Instituto Butantan para a covid-19 continua sendo monitorada de longe. Pixabay