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Dólar tem alta leve com preocupação de retorno da covid-19 na Europa

Marcelo Osakabe
·2 minutos de leitura

Investidores estão à espera do leilão do Tesouro Nacional As medidas de restrição impostas por governos na Europa elevaram os temores sobre o ritmo de recuperação econômica da região, levando a um novo dia de aversão ao risco dos mercados internacionais nesta quinta-feira. Neste ambiente, o dólar opera em alta contra praticamente todas as demais divisas, emergentes ou desenvolvidas, enquanto investidores analisam dados econômicos dos Estados Unidos e do Brasil. Por volta das 13h, a moeda americana subia 0,23%, a R$ 5,6120. Logo na abertura, o dólar chegou a tocar R$ 5,6473, mas devolveu parte do movimento após um dado ligeiramente melhor do que o esperado nos Estados Unidos, afirma Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Mizuho no Brasil. "A forte alta do índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia acabou ofuscando a queda maior que o esperado do índice Empire State, sugerindo continuidade do processo de recuperação da economia americana", diz. Na passagem de setembro para outubro, o índice do Fed da Filadélfia subiu de 17 para 32,3 pontos, enquanto o Empire State recuou de 17 para 10,5. Rostagno nota que os movimentos de câmbio desta sessão são influenciados inteiramente pelo exterior, uma vez que a agenda local continua paralisada até o fim das eleições municipais. Ainda sobre o cenário doméstico, os agentes repercutem o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que cresceu 1,06% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções colhidas pelo Valor Data, que apontava alta de 1,7%. O dado de julho, por sua vez, foi revisado de aumento de 2,15% para 3,71%. No acumulado de 12 meses até agosto, o IBC-Br caiu 3,09%. Para o Goldman Sachs, a revisão de julho mais que compensa a alta menor que o esperado de agosto. Ainda assim, os dados apontam para moderação do ritmo de recuperação. “O ambiente bastante complexo da covid domesticamente, um mercado de trabalho bastante frágil e a retirada de algumas medidas de suporte fiscal devem enfraquecer o ritmo da retomada”, diz o banco em relatório. Os demais pares emergentes também operam com perdas, com destaque para países que também se defrontam com um aumento dos casos, como a Rússia. No horário acima, o dólar subia 1,19% contra a moeda russa, ao passo que avançava 0,26% na comparação com o peso mexicano e 0,27% frente à lira turca. “Na União Europeia, a segunda onda de infecções continua firme. Nos Estados Unidos, uma terceira onda parece ganhar força. Hoje, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, baixou o limiar a partir do qual medidas de restrição começam a valer no país para 35 novos casos por mil habitantes em uma semana”, nota o Commerzbank em relatório. O banco alemão, por outro lado, ressalta que a média de novos casos de Brasil e Índia continuam a cair. Marcello Casal Jr./Agência Brasil