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Dólar tem leve baixa com exterior; investidor avalia comentário de Trump

Marcelo Osakabe

Moeda americana está na casa de R$ 4,24 e juros futuros têm alta O dólar comercial devolveu os ganhos registrados mais cedo e opera em leve queda nesta segunda-feira, em linha com o comportamento das demais divisas emergentes e ligadas à commodities. Por volta das 11 horas, a moeda americana cedia 0,30%, aos R$ 4,2275.

Na cena externa, os ativos de risco se equilibram entre dados melhores que o esperado da indústria na China e na Europa, de um lado, e a retomada da retórica protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de outro.

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Em seu perfil no Twitter, o republicano declarou que vai retomar tarifas de aço e alumínio contra o Brasil e a Argentina, países que teriam desvalorizado suas moedas de maneira proposital. “O Brasil e a Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores”, afirmou Trump.

Em 2018, após anunciar tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio a todos os países, os EUA acabaram isentando alguns parceiros comerciais, como Brasil e Argentina, dessas taxas.

Para Alejandro Ortiz, da equipe econômica da Guide, ainda é cedo para saber qual será o efeito das medidas anunciadas por Trump sobre o Brasil ou o câmbio local. “Na minha opinião, o movimento desta manhã é mais um ajuste em relação à semana passada, até porque, com o ambiente exterior e a perspectiva de novo corte da Selic na semana que vem, o real não tem bom motivo à vista para se valorizar”, diz.

As declarações de Trump, por outro lado, “claramente demonstram desconhecimento das forças econômicas que atuam sobre o nosso mercado cambial”, complementa Ortiz, citando os juros mais baixos, o ajuste fiscal e a retração do investidor estrangeiro como forças que atuam no sentido de um câmbio mais depreciado.