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Dólar oscila com atenção a comentários de dirigentes do BC

Marcelo Osakabe
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Cena externa também merece acompanhamento Após passar a manhã em queda leve, o dólar comercial passou a subir levemente na tarde desta quarta-feira, em dia de noticiário escasso no noticiário doméstico a respeito do cenário fiscal, ao passo que as preocupações sobre um possível retorno da covid-19 em outros países se mantém no radar. Por volta das 15h30, a moeda americana avançava 0,29%, a R$ 5,5949. No mesmo horário, o dólar cedia 0,15% frente ao peso mexicano e 0,18% ante a lira turca, mas avançava 0,86% na comparação com o rublo russo e 0,36% frente ao rand sul-africano. Há pouco, a França anunciou o restabelecimento do estado de emergência sanitária no país. Esta noite, o presidente Emmanuel Macron deverá anunciar medidas de isolamento para grandes cidades do país, que podem incluir o toque de recolher. Preocupações relativas à ressurgência da Covid-19 também atinge outros países da região, como Rússia, República Checa e Polônia. Internamente, por sua vez, a interdição sobre o debate do Renda Cidadã mantém a negociação do câmbio relativamente tranquila. "A poeira da disputa entre as narrativas liberal e fiscalista, de um lado, e a área desenvolvimentista e focada nas eleições, de outro, só baixou. O elefante continua na sala, até por isso câmbio se consolidou nesse patamar mais alto", diz Erminio Lucci, diretor-executivo do BGC Liquidez. Lucci avalia que, embora o Banco Central não tenha demonstrado nenhuma preocupação recente com o nível do câmbio, a atuação de ontem e os comentários do diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, mostram que a autoridade monetária pode acelerar as intervenções caso a moeda brasileira se desvalorizar mais. Em evento mais cedo, Bruno Serra afirmou ainda que a autoridade monetária "tem sempre a disposição de vender reservas se necessário, mas nenhum desejo" em fazê-lo. "Atuamos dependendo da necessidade", disse. Pixabay