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Dólar comercial amplia queda com recuperação no exterior

Marcelo Osakabe
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Valorização do real é a mais intensa entre as 33 divisas mais líquidas do mundo, em dia marcado por grande volatilidade O sentimento de risco volta a arrefecer no exterior na tarde desta quinta-feira, obrigando o dólar a devolver parte dos ganhos registrados nas últimas sessões contra boa parte das demais divisas. No Brasil, o movimento é suficiente para fazer a moeda americana testar o limite dos R$ 5,50, após tocar R$ 5,62 mais cedo. Por volta das 15h50, o dólar era negociado em baixa de 1,00%, a R$ 5,5125. A valorização do real é a mais intensa entre as 33 divisas mais líquidas do mundo, em dia marcado por grande volatilidade. Há pouco, o dólar devolveu os ganhos superiores a 1% contra o peso mexicano e caía 1,30% mesmo após o Banco Central do México anunciar um corte de 0,25 ponto porcentual nos juros básicos do país. Já o índice DXY da ICE, que chegou ao maior patamar em dois meses esta manhã, cedia 0,12%, aos 94,28 pontos. Participantes de mercado avaliam que um dado americano divulgado mais cedo ajudou a quebrar a tendência recente da moeda americana, em especial contra o euro. Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 870 mil na semana passada, acima da previsão de 850 mil. “O patamar persistentemente alto dos pedidos ressalta a fragilidade da retomada no país”, nota o Wells Fargo. “O mercado de trabalho se recupera aos trancos e barrancos. A concessão de auxílio emergencial recuou, mas o número de beneficiários de todos os programas continua perto de 26 milhões.” Outro fator de suporte para a tomada de risco lá fora foram declarações positivas a respeito do pacote fiscal americano, que entrou na geladeira após a morte da juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg acelerar as tratativas sobre sua reposição e, consequentemente, deixar o pacote em segundo plano. Há pouco, a lider dos Democratas na Câmara, Nancy Pelosi, disse que o seu partido está pronto para voltar à mesa de negociações. CC0 Creative Commons / pixabay