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Dólar comercial sobe firme com perda de apetite por risco no exterior

Victor Rezende
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Incerteza sobre pacote fiscal nos EUA e preocupação com economia da Europa pesam nos mercados globais O dólar comercial opera em alta forte nesta sexta-feira, reagindo a uma recaída do otimismo no exterior, onde os investidores continuam focados nas incertezas que rondam o pacote fiscal nos Estados Unidos e preocupações sobre a retomada da economia na Europa. Por volta das 10h45, a moeda americana avançava 0,99%, a R$ 5,5666. No mesmo horário, o dólar subia 0,92% contra o peso mexicano, 1,28% ante o rublo russo e 0,98% na comparação com o rand sul-africano. Já o índice DXY da ICE avançava 0,25%, aos 94,58 pontos. “A combinação de temores sobre o crescimento, em especial na Europa, e preocupações sobre a eleição americana, deve permanecer em jogo e é negativa para moedas emergentes”, dizem estrategistas do Citi em comentário matinal. Ontem, a indicação da líder dos democratas na Câmara dos EUA, deputada Nancy Pelosi, de que o partido estaria disposto a voltar à mesa de negociações do pacote fiscal ajudou o real a interromper uma sequência de quatro quedas consecutivas. O respiro, no entanto, teve vida curta e novamente foi interrompido pelo cenário externo. Internamente, investidores digerem a notícia trazida pelo Valor de que o governo negocia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o apoio à proposta de reforma tributária da casa, a PEC 45, em troca da inclusão na pauta da nova CPMF. Maia - que sempre se colocou contra a criação do novo tributo - não daria apoio à medida, apenas deixaria de obstruir sua votação. Para a Tullett Prebon, tal arranjo não seria ruim. A “CPMF dificilmente teria 308 votos e agora a PEC45 teria uma tração a mais”, diz a casa em relatório a clientes. Chris Ratcliffe/Bloomberg