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Dólar tem sessão de volatilidade com atenção ao exterior

Marcelo Osakabe
·2 minutos de leitura

Investidores operam em clima de cautela diante da notícia do teste positivo de covid-19 pelo presidente Donald Trump e fatores como os impasses sobre os estímulos fiscais nos EUA Após uma abertura em queda, o dólar comercial tem uma sessão de volatilidade nesta sexta-feira. No exterior, a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contraiu a covid-19, a frustração sobre as perspectivas para os estímulos fiscais e uma leitura menor que a esperado do payroll de setembro contribuem para deixar em baixa o apetite por risco. Perto de 15h40, o dólar comercial recuava 0,06%, cotado a R$ 5,6514, após marcar R$ 5,6198 na abertura. Na máxima, foi a R$ 5,6862; na mínima, ficou em R$ 5,6079. Vídeo: Saiba o que aconteceu nos mercados durante a semana aqui Renda Cidadã detona estresse no mercado Após voltar a subir na véspera, contrariando o exterior, o dólar abriu em queda firme no Brasil, em um aparente ajuste ante níveis já bastante altos que a moeda tem operado recentemente. Segundo Cleber Alessie Machado, operador da Commcor, houve também alguma pressão de venda no casado - que é a diferença entre o dólar à vista e o primeiro contrato mais líquido, o que pode ter intensificado o movimento. Na cena externa, houve certa frustração com a geração de 661 mil postos de trabalho nos Estados Unidos no último mês, abaixo dos 800 mil esperados, bem como o impasse que permanece nas discussões sobre o pacote fiscal nos Estados Unidos. Além disso, investidores buscam compreender qual o significado do teste positivo de Trump para o novo coronavírus para a eleição, que ocorre daqui a quatro semanas. "Embora possa se argumentar que a notícia é inequivocadamente positiva para Joe Biden, nós não acreditamos que isso seja dado. Outros líderes como Boris Johnson (Reino Unido) e Jair Bolsonaro viram sua popularidade subir após contrair a doença", observam analistas do TD Securities. No Brasil, permanece o foco sobre o Renda Cidadã e os desencontros políticos em Brasília. Ontem, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro ajudou a reduzir a temperatura ao afirmar, em live promovida em seu perfil no Facebook, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "continua com 99,9%" de sua confiança e é quem dá a palavra final sobre a política econômica. Guedes foi um dos poucos a criticar abertamente a proposta de financiamento para o Renda Cidadã, que foi mal recebida por investidores, analistas e membros de outros poderes. Ele chamou de "puxadinho" a ideia de utilizar recursos destinados aos precatórios. Pixabay