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Dólar tem novo dia de instabilidade, mas engata alta e bate R$ 5,37

Lucas Hirata

Investidores digerem alguns indicadores já divulgados, como IPCA-15 O dólar comercial voltou a ter um dia de grande instabilidade na sessão desta quinta-feira, direcionado pelas mudanças de humor no exterior. O clima de negócios é dividido entre as preocupações com uma nova onda de contágio da covid-19 e as medidas econômicas para enfrentar a crise. A diferença por aqui, no entanto, é que os movimentos têm sido mais intensos e abruptos que em outros locais.

Por volta das 14h10, o dólar comercial tinha alta de 0,86%, aos R$ 5,3702, depois de tocar R$ 5,3851 na máxima do dia. Mais cedo, contudo, a divisa americana chegou a cair, tocando R$ 5,2676.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu que a volatilidade do câmbio no Brasil subiu nas últimas semanas, o que tem impactos na economia real. No entanto, ele reforçou que a autoridade monetária continua considerando que o câmbio deve flutuar e as intervenções tendem a ocorrer quando há falta de liquidez no mercado.

De acordo com ele, o aumento recente da instabilidade tem a ver com a maior liquidez do real na comparação com as moedas de outros países emergentes. "Ou seja: os investidores procuram hedge quando têm algum tipo de problema. Tem tido uma entrada e saída grandes nesse sentido. A gente tem visto que parte da volatilidade recente tem sido gerada por notícias externas", disse.

Em sinal de cautela no exterior, algumas empresas nos EUA estão sendo obrigadas a rever seus planos de reabertura por causa do ressurgimento dos casos. Ontem, a Apple disse que fechará mais lojas na área de Houston. A Disney, por sua vez, adiou a reabertura de seu parque de diversões na Califórnia.

O que deu algum suporte para o mercado americano hoje, entretanto, foi a notícia de que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) votou hoje para reduzir o montante de colateral que os bancos precisam manter para cobrir potenciais perdas com negociações de swap, o que libera dezenas de bilhões de dólares dos grandes bancos.

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