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Dólar cai a R$ 5,16 após PIB fraco nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caiu 1,60% nesta quinta-feira (28), a R$ 5,1640, sua menor cotação desde meados de junho. Enquanto a moeda americana perdeu força, o mercado de ações fechou no azul. O índice de referência da Bolsa de Valores brasileira subiu 1,14%, a 102.596 pontos.

O Ibovespa também foi positivamente influenciado pela alta de 3% das ações preferenciais da Petrobras, que confirmou uma nova distribuição de dividendos com valor superior às expectativas de analistas.

Em geral, investimentos de risco superaram a segurança da renda fixa atrelada à moeda americana após a divulgação, ainda pela manhã, de dados sobre a desaceleração inesperada na economia dos Estados Unidos.

O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA caiu a uma taxa anualizada de 0,9% no último trimestre, disse o Departamento de Comércio em sua estimativa preliminar. Economistas consultados pela agência Reuters previam uma alta de 0,5%.

Isso reduziu as apostas de investidores para altas mais agressivas na taxa de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

Na prática, o mercado considerou que vale a pena apostar em ações ou na renda fixa de economias emergentes que pagam juros altos, como a do Brasil, uma vez que o retorno dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos tende a ficar abaixo das expectativas.

Na Bolsa de Nova York, o indicador parâmetro S&P 500 escalou 1,21%. A Nasdaq, que reúne ações do setor de tecnologia e de maior potencial de crescimento, avançou 1,08%. O Dow Jones, que acompanha empresas de grande valor, subiu 1,03%.

Na véspera, o dólar também perdeu terreno após investidores avaliarem que o Fed havia sinalizado limites para a continuidade do seu programa de aumento progressivo dos juros, embora tenha aplicado uma nova alta de 0,75 ponto percentual em sua taxa.

E em coletiva de imprensa o chefe da instituição, Jerome Powell, afirmou que em algum momento a magnitude do aperto nos juros diminuirá, esvaziando apostas de altas mais agressivas.

O foco do aperto ao crédito é combater a inflação nos Estados Unidos, que está na casa dos 9,1%, a maior em quatro décadas. Sinais de que a economia pode desacelerar ao ponto de conduzir o país a uma recessão, porém, levantam discussões sobre a calibragem da política monetária americana.

Mas embora tenha havido pouco progresso ainda na luta contra a inflação, sinais de estresse econômico estão se acumulando e aumentando a pressão sobre os membros do Fed, conforme eles avaliam o quanto a política monetária precisa ser apertada para diminuir os aumentos de preços em meio ao risco de que ir longe demais poderia desencadear uma recessão.

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