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Dólar cai pelo 3° pregão seguido ante real com arrefecimento da moeda no exterior

Notas de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caía pela terceira sessão consecutiva frente ao real nesta segunda-feira, conforme a divisa norte-americana continuava se afastando de picos em duas décadas contra uma cesta de rivais fortes no exterior.

Às 10:38 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,26%, a 4,8100 reais na venda, depois de já ter cedido mais de 2% no acumulado das últimas duas sessões. A divisa estava sendo negociada bem abaixo de sua média móvel linear de 50 dias, um patamar técnico importante que, quando cruzado, pode disparar ordens automáticas de venda do dólar.

Na B3, às 10:38 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,47%, a 4,8220 reais.

Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora, chamou a atenção para o comportamento internacional do dólar, que, em linha com o observado no mercado local, recuava contra a grande maioria das divisas globais nesta manhã.

Contra uma cesta de rivais de países ricos, a moeda norte-americana caía 0,6% nesta segunda, para cerca de 102,3, afastando-se cada vez mais de um pico desde 2002 acima de 105 atingido neste mês. Várias unidades de países emergentes, como rand sul-africano e pesos mexicano e chileno, avançavam no dia em meio à fraqueza generalizada do dólar.

Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG, disse em blog que o movimento de dólar mais fraco no mundo era "puxado por declarações de política monetária mais duras da Europa", após a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, dizer que o BCE provavelmente tirará sua taxa de depósito do território negativo atual até o final de setembro.

A notícia minimizava a visão de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, estaria isolado entre as economias avançadas no aperto agressivo da política monetária, visão que havia impulsionado o dólar globalmente mais cedo neste ano. Juros mais altos em determinado país tendem a beneficiar sua moeda local, já que elevam os retornos do mercado de renda fixa.

O euro subia 0,9% contra a divisa norte-americana no dia.

Mas o cenário de melhora no apetite por risco --que era evidenciado pelos ganhos nas principais bolsas europeias e em Wall Street nesta manhã-- não significa uma reversão da cautela que tem se instalado nos mercados nas últimas semanas, comentou Esquelbek, da Correparti, citando temores persistentes sobre o crescimento econômico global, que tem sido ameaçado pela inflação elevada, condições monetárias mais apertadas e sinais de desaceleração na China.

Vários especialistas chamavam a atenção nesta segunda-feira para a agenda da semana, que, por estar carregada de indicadores econômicos importantes, como o IPCA-15 de maio e dados do PIB norte-americano, tem potencial de trazer volatilidade ao mercado de câmbio.

Ao longo da semana, várias autoridades do Fed farão discursos, que devem ser acompanhados atentamente em busca de novas pistas sobre a trajetória de aumento dos juros na maior economia do mundo. Na quarta-feira, o foco estará sobre a divulgação da ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano.

Com o desempenho desta sessão, o dólar acumula queda de 13,7% em 2022. Depois de disparar no primeiro trimestre, o real perdeu algum fôlego a partir de abril, e mantinha-se abaixo de suas máximas do ano, oscilando praticamente em sincronia com a performance do dólar no mercado internacional.

A moeda norte-americana à vista fechou o último pregão, na sexta-feira, em queda de 0,98%, a 4,8713 reais, seu menor patamar para encerramento desde 22 de abril (4,8065).

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