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Dólar cai, mas Petrobras e BB afundam na Bolsa após eleição de Lula

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Indicadores do mercado financeiro alternavam-se entre altos e baixos nesta segunda-feira (31), dia seguinte ao resultado da eleição que confirmou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o primeiro brasileiro eleito três vezes para a Presidência da República.

O petista venceu o segundo turno da disputa neste domingo (30) ao derrotar o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL).

Por volta das 13h40, depois de ter começado o dia avançando acima dos R$ 5,40, o dólar comercial à vista caía 1,20%, cotado a R$ 5,2380.

Na Bolsa de Valores brasileira, porém, o indicador de referência Ibovespa perdia 0,67%, recuando aos 113.774 pontos. Mais cedo, havia avançado perto da casa dos 116 mil pontos.

Apesar da valorização da maior parte das ações nesta sessão, principalmente as que pertencem a empresas potencialmente beneficiadas por políticas públicas voltadas para a população de baixa renda, uma impressionante queda nos preços dos ativos de companhias controladas pelo governo puxava o mercado para baixo.

Os papéis mais negociados da Petrobras afundavam 9%, enquanto as ações do Banco do Brasil despencavam 6,26%.

Analistas do mercado financeiro pontuaram que o desempenho dos indicadores financeiros mais importantes para medir a confiança de investidores na economia —Ibovespa, dólar e juros— dependerá das indicações do presidente eleito sobre a condução da economia e, além disso, da reação de Bolsonaro e de seus apoiadores à derrota.

"Existe um clima de incerteza porque o mercado espera a composição da base governista", afirmou Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest.

Entre as principais preocupações de investidores com o governo de esquerda está a possibilidade de aumento dos gastos públicos.

"Há um temor quanto ao futuro da economia do país dado que, obviamente, a [expectativa de] revogação do teto de gastos aumentaria o risco fiscal", comentou Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos.

Lula e Bolsonaro já demonstraram desgosto quanto ao teto de gastos, que limita o crescimento dos gastos públicos, sendo que o atual presidente afrouxou a regra para conseguir ampliar os gastos com benefícios sociais meses antes de iniciar sua campanha para tentar a reeleição.

Indicações de nomes nos quais o mercado confia para a condução da economia seriam o principal antídoto para o nervosismo dos investidores, segundo Rodrigo Cohen, analista da Escola de Investimentos, repetindo o nome do ex-ministro Henrique Meirelles como um dos preferidos do mercado.

"O mercado abriu nervoso. Se Lula começar a anunciar bons nomes da equipe, isso pode ser positivo para a Bolsa. Caso indique Meirelles, a Bolsa pode ir para cima", comentou.

Cohen também ressaltou que o silêncio do atual presidente sobre a decisão manifestada pela população nas urnas torna o ambiente para os negócios ainda mais tenso. "Ainda não tivemos nenhuma fala oficial de Bolsonaro", disse.

No primeiro discurso como presidente eleito, Lula fortaleceu a perspectiva de um governo de coalizão, com um futuro mais estável para o Brasil, segundo os economistas Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real.

Investidores ampliaram na última sexta-feira (28) as vendas de ações com grande peso na Bolsa de Valores, enquanto reforçaram amplamente compras de papéis baratos ligados ao varejo e educação.

Essa troca de ativos levou o Ibovespa a fechar o dia com ligeira queda de 0,09%, aos 114.539 pontos, acumulando perda semanal de 4,5%, na contramão da recuperação dos principais índices no exterior.

No último dia de negociações antes do segundo turno das eleições presidenciais, o movimento no mercado doméstico foi interpretado por analistas como uma tentativa de investidores de incluírem em suas carteiras ações com maior potencial de valorização em caso de vitória de Lula.