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Dólar fecha em queda e real é destaque no mundo com juro alto e China, apesar de Fed

Cambista conta notas de dólar

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou no menor valor em duas semanas ante o real nesta sexta-feira, firmando baixa na sessão vespertina após entrar numa montanha-russa logo depois das primeiras declarações do chefe do banco central norte-americano em aguardado discurso.

O dólar no mercado à vista caiu 0,62%, a 5,0793 reais --menor taxa desde 12 de agosto (5,0742 reais). Na semana, perdeu 1,73%, levando a queda em agosto para 1,81%. Em 2022, a cotação recua 8,87%.

O real teve o melhor desempenho global neste pregão entre as principais moedas, e analistas voltaram a citar que a divisa brasileira tem se beneficiado da perspectiva de mais fluxo pelo juro alto e também de mais exportações à China, que atravessa uma grave seca e quebras de safras.

Por medidas de várias instituições financeiras o real ainda estaria subvalorizado em relação ao dólar. Isso, junto com o custo maior de se montar posições de venda na divisa brasileira, dado o dilatado diferencial de juros entre o Brasil e outras economias, melhoraria a relação risco/retorno de se ficar comprado em reais.

A taxa de juros embutida em contratos a termo de reais para um ano está em torno de 13,1% ao ano, contra 11,5% para o peso mexicano, um dos maiores concorrentes do real. No entanto, segundo cálculos do Goldman Sachs para um de seus modelos, a moeda brasileira está 16% abaixo do sugerido pelos fundamentos (considerando desalinhamento contra o dólar), enquanto a mexicana estaria com 1% de sobrevalorização.

"O real se beneficia desse 'trade' de juros ainda, o Brasil vai ficar com juro alto por mais tempo. E nos EUA as curvas de juros ainda mostram um comportamento indeciso: uma hora tira prêmio, outra hora bota prêmio", disse o profissional de um banco estrangeiro em São Paulo.

A sessão desta sexta, de toda forma, foi volátil.

A máxima do dia --5,1181 reais, alta de 0,14%-- foi batida antes das 11h (de Brasília), quando o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, começou a falar. Depois de perder algum fôlego na sessão matutina, o dólar voltou a ganhar tração pouco antes do início do discurso de Powell, apenas para depois despencar a 5,0612 reais, com as falas em andamento.

Posteriormente, as compras retornaram ao mercado e empurraram a moeda de volta para perto da máxima do dia. Novamente, porém, o mercado virou e colocou o dólar em baixa. Por volta de 14h45 as vendas aceleraram até a divisa norte-americana renovar o piso do dia, indo a 5,0552 reais (-1,09%).

Em sua aguardada fala no tradicional simpósio anual de Jackson Hole, Powell disse que a economia dos Estados Unidos precisará de uma política monetária apertada "por algum tempo" antes que a inflação fique sob controle, alertando sobre crescimento mais lento, mercado de trabalho mais fraco e "alguma dor" para famílias e empresas.

O índice do dólar frente a uma cesta de divisas, depois de muito oscilar, subia 0,3% no fim da tarde, ao passo que as bolsas de valores em Nova York tiveram forte queda, com o índice Nasdaq tombando quase 4%.