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Dólar cai e Bolsa sobe após declarações de novo secretário do Tesouro

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mãos segurando cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar cai com mais intensidade em relação ao real no início da tarde desta quinta-feira (5), chegando a ficar abaixo de R$ 5,40, enquanto a Bolsa superou os 107 mil pontos, depois que o novo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, sinalizaram que vão buscar o controle da dívida pública e responsabilidade com os gastos do governo.

Às 13h22 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 1,30%, a R$ 5,3810 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 1,77%, aos 107.207 pontos.

Em entrevista à Folha, o novo secretário do Tesouro Nacional afirma que as frentes de atuação incluem revisão de desonerações e de despesas. Ceron também indica a possibilidade de a nova regra fiscal dar flexibilidade a investimentos públicos, mas prever limitação maior para despesas correntes (que incluem salários e benefícios). Confira os principais trechos:

Em seu discurso de posso como ministra do Planejamento, marcado por tom político, Tebet pregou responsabilidade fiscal, combate à inflação e aos juros elevados e defendeu a aprovação da reforma tributária.

Os juros apresentam queda nesta quinta, repetindo a tendência da véspera. Os contratos com vencimento em 2024 apresentam taxa de 13,68%, ante 13,79% do fechamento desta quarta. Nos vencimentos para 2025, a taxa recua de 13,31% para 13,08% ao ano. E para 2027, os juros caem de 13,31% para 13,03%.

Sidney Lima, analista da Top Gain Research, afirma que o discurso de Tebet amenizou os receios que o mercado ainda tem sobre a política fiscal adotada pelo governo Lula. "Com as quedas recentes por conta desse temos, aumentou a percepção dos investidores de que há boas oportunidades de compra entre as ações brasileiras", afirma.

Os indicadores de mercado no Brasil vão na contramão do que acontece nesta quinta no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a outras moedas globais importantes, mostra uma valorização da moeda americana de quase 1%. E os principais índices de ações em Nova York apresentam quedas próximas de 1%.

No exterior, os mercados nos Estados Unidos devem reagir à divulgação da criação de 235 mil novos empregos pelas empresas do país em dezembro de 2022, ante 182 mil vagas em novembro, segundo relatório da ADP Research. O levantamento é considerado uma prévia do relatório Payroll, mais ampla pesquisa sobre geração de empregos nos Estados Unidos.

Para Marcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, os dados do ADP vieram mais fortes que o esperado, o que provoca a valorização do dólar em relação a outras moedas. Com o mercado de trabalho ainda muito forte nos Estados Unidos, aumenta a expectativa de que o Federal Reserve, o banco central americano, terá que continuar aumentando juros em um ritmo intenso para controlar a inflação.