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Dólar cai com possibilidade de gasto abaixo do esperado na gestão Lula

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado financeiro do Brasil fechou esta segunda-feira (14) dando sinais de recuperação em relação ao tombo da semana passada. Investidores ajustaram suas expectativas diante de rumores de que o novo governo estuda diminuir os gastos além do teto para garantir o pagamento de benefícios sociais no ano que vem.

Depois de altos e baixos na abertura do pregão, o Ibovespa, referência da Bolsa brasileira, subiu 0,81%, aos 113.161 pontos.

O dólar comercial à vista fechou caiu 0,41%, cotado a R$ 5,3030, na venda. A valorização do real contrariou a alta do dólar diante das principais moedas globais nesta sessão.

Investidores observaram os movimentos da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o debate sobre o quanto e de que forma a nova gestão poderá furar o teto de gastos.

Informações da agência Bloomberg, citando fontes anônimas, apontaram que a equipe de Lula considerará uma abordagem mais conservadora para as despesas no ano que vem, reduzindo os gastos acima do teto de R$ 175 bilhões para R$ 130 bilhões.

O aumento de gastos públicos é observado com receio pelo mercado devido ao seu potencial para gerar inflação, provocar aumento dos juros e dificultar a execução do Orçamento.

"Hoje surgiram especulações de que os gastos serão menores do que o inicialmente estimado", disse Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital.

"Tudo isso ainda está na esfera da especulação e o mercado nem sequer tem notícia ou alguma coisa de concreto sobre qual seria o montante desse gasto", afirmou Argenta, que também reforçou que ajustes às expectativas continuarão trazendo volatilidade até que o novo governo apresente seus planos para a economia.

A entrega da PEC da transição, que acomoda os gastos extraordinários, acabou adiada em meio à falta de acordo político no Senado, e agora o governo de transição promete apresentar o texto nesta quarta-feira (16).

"O mercado está mais aliviado com o centrão mostrando força dizendo que vão manter responsabilidade fiscal", comentou Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos.

"O centrão barrar a PEC de transição, tentar negociar para que não tivesse o [valor que] Lula tem anunciado nos últimos dias, daria um pouco de alívio em relação ao risco fiscal", disse Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset.

A preocupação com o risco inflacionário é mundial. No centro das discussões das finanças globais neste momento estão questionamentos sobre o quanto a desaceleração da inflação americana registrada na semana passada será capaz de convencer os membros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) de que já não é mais necessário continuar subindo agressivamente a taxa juros do país para estabilizar os preços ao consumidor.

Após uma semana de euforia em Wall Street, o diretor do Fed Christopher Waller resolveu apagar um pouco desse otimismo.

Ele disse nesta segunda que investidores reagiram exageradamente aos dados de inflação e que os mercados devem se preparar para mais aumentos nas taxas, conforme reportou o The Wall Street Journal.

"O mercado parece ter saído na frente nisso", disse Waller. "Todo mundo deveria apenas respirar fundo – acalme-se. Ainda temos um caminho a percorrer."

As declarações colaboravam para o esfriamento do mercado nos Estados Unidos. O indicador referência para as ações negociadas em Nova York, o S&P 500, caiu 0,89%.

A recuperação da Bolsa do Brasil e do real ocorre após o fechamento de semana muito desfavorável para os ativos brasileiros, que foram muito prejudicados depois que um discurso do presidente eleito foi compreendido pelo mercado como uma defesa do descontrole das contas públicas em nome da necessidade de ampliar gastos com assistência social.

Na semana passada, o dólar subiu 5,4%, o que significou o maior avanço semanal da moeda desde maio de 2020, quando a economia foi abalada pela Covid. O Ibovespa sofreu uma queda semanal de 5%.

O desempenho do mercado brasileiro ficou completamente descolado dos bons resultados de Wall Street, onde o índice S&P 500 fechou a semana com um salto de 5,90%. A Nasdaq, que reúne ações do ramo da tecnologia, disparou 8,10%.