Mercado abrirá em 3 h 51 min
  • BOVESPA

    122.964,01
    +1.054,98 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.655,29
    -211,86 (-0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,65
    +0,37 (+0,57%)
     
  • OURO

    1.833,80
    -2,30 (-0,13%)
     
  • BTC-USD

    56.820,14
    +1.341,95 (+2,42%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.540,33
    +1.297,65 (+534,72%)
     
  • S&P500

    4.152,10
    -36,33 (-0,87%)
     
  • DOW JONES

    34.269,16
    -473,66 (-1,36%)
     
  • FTSE

    6.989,15
    +41,16 (+0,59%)
     
  • HANG SENG

    28.231,04
    +217,23 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    28.147,51
    -461,08 (-1,61%)
     
  • NASDAQ

    13.280,50
    -65,50 (-0,49%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3379
    -0,0075 (-0,12%)
     

Dólar cai à mínima em dois meses com mercado monitorando debate sobre reformas

José de Castro
·3 minuto de leitura
Cédulas de reais e dólares dos EUA são retratadas em casa de câmbio do Rio de Janeiro

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar começou a semana em queda frente ao real, fechando no menor patamar em dois meses e abaixo de 5,45 reais, com as operações domésticas acompanhando o rali de moedas de commodities no exterior em meio a esperanças de retomada da economia mundial.

Aqui, o mercado também passou a colocar nos preços expectativas de avanço na agenda de reformas, superado o imbróglio orçamentário.

Nesta segunda, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em sua conta no Twitter que a Casa e o Senado têm o compromisso de votar ainda neste ano as reformas tributária e administrativa --esta podendo andar mais rapidamente e ter sua comissão especial instalada entre os dias 10 e 14 de maio.

"Não estou superotimista, mas estou otimista", disse Marcos Weigt, chefe de tesouraria do Travelex. "A gente com o tempo percebeu que o Congresso é reformista. A pauta mudou, a gente está agora numa pauta mais propositiva", acrescentou, avaliando que a CPI da Covid-19 no Senado não tende a mexer com os mercados.

A discussão sobre reformas havia ficado de lado nos últimos tempos em meio ao agravamento da crise sanitária e a debates sobre mais despesas para controlar a pandemia, os quais levaram no começo de março à aprovação de uma PEC Emergencial que causou no mercado ruído posteriormente agudizado pelo impasse do Orçamento.

Mas a solução da crise orçamentária alcançada em abril voltou a abrir espaço para queda do dólar --a moeda perde 5,54% desde a máxima recente de 29 de março (5,7681 reais). E, segundo Weigt, há mais "gordura para queimar".

"O real está bastante desvalorizado, e não me surpreenderia com a moeda (o dólar) chegando a 5,30 reais, 5,20 reais", afirmou. "Se a gente realmente partir para essa agenda (de reformas), se aprovarmos a administrativa, a gente vai para os 5 reais."

A taxa de 5 reais implica queda nominal de 8,24% ante o patamar atual. Pela pesquisa Focus, o dólar fecha este ano em 5,40 reais.

Nesta segunda-feira, o dólar à vista caiu 0,87%, a 5,4488 reais na venda --menor patamar de encerramento desde 24 de fevereiro (5,4219 reais).

A moeda operou em queda por toda esta sessão, variando entre 5,4912 reais (-0,10%) e 5,4389 reais (-1,05%).

O dólar caiu em oito dos últimos nove pregões.

O recente alívio nos ativos brasileiros, após o fim do entrevero do Orçamento, abriu a porta para visões menos negativas sobre o real por parte de estrangeiros. Ainda assim, as análises trazem uma boa dose de desconfiança --inclusive com as reformas.

Embora não sustente aposta direcional a favor da moeda brasileira, o Morgan Stanley vê no excesso de volatilidade da taxa de câmbio no curto prazo uma oportunidade tática, tendo como pano de fundo ambiente benigno em termos de risco no qual o dólar pode estar chegando a seu piso no mundo.

"A volatilidade de curto prazo do real continua a operar com prêmio vis-à-vis seus pares e vencimentos mais longos, o que torna atrativa a exposição a uma curva mais inclinada, já que esperamos que o segundo semestre de 2021 seja mais desafiador conforme o calendário político complica o cenário para reformas estruturais", disseram.

A volatilidade do par dólar/real para três meses estava em torno de 17,5% ao ano, a segunda mais alta dentre os principais pares da divisa brasileira. A volatilidade da lira turca é a maior: 20,7%.