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Dólar bate R$ 4,20 com tensão comercial; Ibovespa cai

Juliana Machado e Marcelo Osakabe

O clima tenso para os países emergentes, com a difícil negociação comercial entre EUA e China, e para os mercados latino-americanos impediu ao longo do dia a valorização dos ativos brasileiros e, agora, já leva as vendas a tomarem força por aqui.



Às 16h47, o Ibovespa zerava ganhos e passava ao campo negativo, em leve baixa de 0,05%, aos 106.505 pontos, enquanto o dólar comercial subia 0,32%, já em R$ 4,2060 — se fechar desta forma, a moeda americana vai renovar a máxima histórica, que está na faixa dos R$ 4,19.



Segundo analistas, não houve um catalisador específico para a piora do sinal dos mercados, mas sim aquilo que já se sabe e que, até aqui, impede o ganho de tração dos mercados: as tensões políticas em países vizinhos ao Brasil, como Bolívia e Chile, e a árida negociação em prol de um pacto comercial entre chineses e americanos.



Segundo Rodrigo Tonon Marcatti, sócio-fundador do escritório de gestão Veedha Investimentos, novas informações hoje de que os chineses não estão tão confiantes com o sucesso da primeira fase do acordo comercial com os americanos seguem pressionando os ativos. A dúvida reside, conforme relatos da imprensa internacional, na retirada de tarifas impostas a produtos chineses, que os americanos estão com dificuldade de aceitar.



“As tensões sociais em países no entorno só nos atrapalham. A bolsa até demorou alguns dias para sentir os efeitos, mas já reage aos eventos, enquanto o real continua sendo atingido de frente”, afirma Vicente Matheus Zuffo, gestor da SRM Asset.



Entre as ações mais líquidas, operam no vermelho os bancos, como Bradesco (-0,32% a ON e -0,78% a PN) e Itaú Unibanco (-0,22%), embora Petrobras (0,32% a ON e -0,27% a PN) siga sem uma direção definida; a Vale ON segue em valorização de 1,38%.





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