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Dólar testa R$ 4,17 e juros futuros caem com vendas no varejo no foco

Victor Rezende

Investidores avaliam resultado do comércio e cenário macroeconômico O dólar comercial opera em alta nesta quarta-feira, reagindo a uma frustração com as vendas no varejo em novembro, que reforçam as dúvidas sobre o ritmo da retomada da economia do país. Por volta das 12h30, a moeda americana avançava 1%, aos R$ 4,1710, após tocar máxima de R$ 4,1755.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo restrito cresceram 0,6% no mês em novembro, abaixo da mediana de 1,3% dos economistas consultados pelo Valor Data. Já as vendas no varejo ampliado tiveram recuo de 0,5%, ante expectativa de 0,4%.

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Para Victor Beyruti, economista da Guide, o dado decepciona porque teoricamente iria salvar o mês depois de indicadores ruins da indústria e dos serviços. "De certa forma, foi um balde de água fria, visto que os dados setoriais de outubro vieram muito positivos. A economia ainda dá sinais de recuperação, mas de forma muito mais moderada do que imaginávamos."

O cenário de crescimento em ritmo mais moderado que o imaginado reduz a perspectiva de que o país volte a atrair capitais estrangeiros interessados em investir no Brasil. Adicionalmente, ele também fazem crescer as apostas de que o Banco Central (BC) possa voltar a cortar juros na próxima reunião, em fevereiro, o que também contribui para diminuir a atratividade do real. O contrato para janeiro de 2021 exibia taxa de 4,38%, de 4,44% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2022 caía a 4,99%, de 5,10%.