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Dólar acelera ganhos e encosta em R$ 4,14; juros futuros avançam

Victor Rezende

Investidores estão à espera de indicadores da economia brasileira que serão divulgados Ao longo desta semana O dólar comercial ampliou a alta observada desde o início do dia e ultrapassou a marca de R$ 4,13 na manhã desta segunda-feira e puxou para cima as taxas de juros negociadas no mercado futuro, que foram às máximas da sessão. Em um dia de agenda escassa, os investidores continuam a digerir sinais da economia brasileira, enquanto aguardam novos indicadores de atividade a serem divulgados nesta semana.

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Por volta de 11h30, o dólar à vista era negociado a R$ 4,1379 (+1,11%), enquanto a taxa do DI para janeiro de 2021 subia de 4,47% no ajuste anterior para 4,49%; a do DI para janeiro de 2022 avançava de 5,15% para 5,18%; a do DI para janeiro de 2023 passava de 5,68% para 5,71% e a do DI para janeiro de 2025 ia de 6,38% para 6,42%.

“O real tem o pior desempenho hoje ante o dólar. Percebemos que grande parte dos fundos nacionais está comprada em dólar e, em um dia sem agenda relevante, a parte técnica entra. Isso vem de alguns dias”, afirma um gestor, que preferiu não se identificar. Para ele, esse cenário é reforçado pelos sinais de que, talvez, a atividade econômica não deva acelerar tanto quanto o esperado no fim de 2019.

Economistas começam a projetar que a produção industrial deve sofrer nova queda no último mês de 2019, na esteira de números divulgados pela Anfavea e pela Associação brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Os economistas do Safra, por exemplo, projetam recuo de 0,6% da produção industrial no mês em dezembro, enquanto a estimativa anterior era de baixa de 0,2%.

Os juros futuros, porém, mostram movimento contido diante do estresse do dólar. O gestor afirma que, com a percepção de que a atividade deve ganhar tração, mas não acelerar muito, a indicação de que mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic entra de vez no radar, “mesmo com a comunicação mais dura por parte do Banco Central”.