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Dólar bate R$ 4,09 e Ibovespa cai com tensão EUA-Irã no radar

Victor Rezende e Lucas Hirata

Já os mercados de ações nos Estados Unidos continuam mostrando resiliência Os ativos brasileiros perderam um pouco mais de força nesta tarde, com os investidores atentos ao noticiário internacional e às tensões geopolíticas, diante da recente crise envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento coincide com a queda dos juros dos Treasuries, algo que costuma mostrar uma certa aversão ao risco, em meio a relatos que envolvem um foguete no distrito de Duijail, no Iraque, próximo à base militar de Balad, que abriga tropas americanas.

Por volta de 16h15, o dólar comercial era cotado a R$ 4,0856 (+0,83%), após tocar máxima a R$ 4,0901, enquanto o Ibovespa recuava 0,50%, aos 115.663 pontos, após atingir a menor cotação do dia, aos 115.411 pontos. Os juros futuros também amenizaram queda pouco antes do fim da sessão regular, enquanto no exterior o retorno da T-note de dez anos invertia a alta de mais cedo e cedia para 1,855%, na mínima do dia.

Ainda assim, os mercados de ações nos Estados Unidos continuam mostrando resiliência, principalmente após o discurso mais apaziguador ontem do presidente americano, Donald Trump. No horário acima, o Dow Jones subia 0,67%, o Nasdaq ganhava 0,71% e o S&P 500 subia 0,57%.

Para o operador Cleber Alessie Machado, da H.Commcor, os relatos de ataques contra bases americanas no Iraque não parecem ser suficientes para uma grande escalada no conflito entre EUA e Irã. No entanto, a reação inicial dos investidores é procurar proteção e, no caso emergente, o ativo que sofre é o real contra o dólar. “Até se conhecer os estragos, fica a apreensão. Na hora que acontece [um relato de ataque], tem um nervosismo. Enquanto o mercado está com dúvida, enxuga risco, mas depois pode ter espaço para acomodação”, diz o profissional.

Ralph Orlowski/Bloomberg