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Dólar avança mais de 1% contra real após dados fracos da China minarem apetite por risco

Notas de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar chegou a avançar mais de 1% frente ao real nesta segunda-feira, embora tenha moderado o ritmo de alta desde então, depois que a semana começou com temores renovados sobre a saúde da economia global na esteira de dados fracos sobre a atividade da China, que levaram investidores a redirecionar recursos para ativos considerados seguros.

Às 9:59 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,74%, a 5,1116 reais na venda, depois de mais cedo avançar 1,33%, a 5,1418 reais.

Na B3, às 9:59 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,65%, a 5,1365 reais.

Essa movimentação estava em linha com a valorização de 0,44% do índice do dólar contra uma cesta de rivais fortes nesta manhã, a 106,160.

Ao mesmo tempo, a maioria das moedas de países exportadores de commodities --especialmente sensíveis à China por suas estreitas relações comerciais com o país asiático-- tinha forte desvalorização no dia, em linha com perdas acentuadas nos preços de produtos como petróleo e minério de ferro. Peso mexicano, rand sul-africano e dólar australiano, por exemplo, recuavam entre 0,7% e 1,5% por volta de 9h50 (de Brasília).

Dados mostraram que a economia chinesa desacelerou inesperadamente em julho, com as atividades industrial e varejista sofrendo com a política de Covid zero e uma crise imobiliária, o que levou o banco central do país a cortar suas principais taxas de empréstimo inesperadamente nesta segunda-feira, buscando reanimar a demanda.

"Os mercados começam a semana com clima de aversão a risco, com os dados e o corte surpresa de juros na China pesando no sentimento otimista que vimos desde a última leitura do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos", disse o Citi em relatório desta segunda-feira.

A moeda norte-americana à vista fechou a última sessão, na sexta-feira, em 5,0742 reais, mínima desde 15 de junho (5,0278 reais), acumulando baixa de 1,83% na semana depois que dados mostraram que a inflação ao consumidor norte-americano não acelerou em julho.

Esse alívio após meses de disparada dos preços levou a uma moderação nas apostas sobre o ritmo de aperto monetário a ser promovido pelo banco central dos EUA, o Federal Reserve, o que derrubou o dólar globalmente na semana passada. No entanto, algumas autoridades do Fed alertaram nos últimos dias que estão longe de declarar vitória em sua luta contra a inflação.

Uma política monetária mais apertada nos EUA tem levantado nos últimos meses temores generalizados sobre possível recessão global, que tendem a ganhar força depois dos dados fracos da China divulgados nesta segunda-feira. Um ambiente de contração econômica mundial seria muito negativo para ativos de países emergentes, alertam especialistas, uma vez que desencadearia movimento de fuga para investimentos mais seguros, como títulos do governo dos EUA ou o dólar.

No âmbito doméstico, estrategistas da Travelex disseram em nota que incertezas fiscais locais podem colaborar para a cautela nesta sessão, em meio à perspectiva de possível manutenção do Auxílio Emergencial em 600 reais para o ano que vem. O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) reafirmou no sábado que já teria acertado a permanência desse valor para 2023 com o Ministério da Economia.