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Dólar avança e opera na casa de R$ 4,14 com atenção à cena externa

Marcelo Osakabe

Investidores acompanham ainda cena política brasileira O dólar comercial opera em alta no fim da manhã desta terça-feira, com atenção ao desenrolar das negociações entre China e Estados Unidos sobre comércio. O quadro geopolítico como um todo e a cena política brasileira também seguem no foco dos agentes.

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Às 11h21, a moeda americana subia 0,48%, saindo a R$ 4,1478. Na máxima, marcou R$ 4,1538.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, o governo chinês somente procederá com a compra de US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA se a Casa Branca retirar suas tarifas retaliatórias. A promessa de retomada das compras agrícolas pela China era o único ponto mais "concreto" que havia emergido dos dois dias de negociação entre os países na semana passada, nota o Rabobank em relatório. Em troca, os Estados Unidos haviam se comprometido apenas a não elevar as tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses, medida que estava agendada para entrar em vigor nesta semana.

No Brasil, os investidores aguardam o resultado da votação do projeto da cessão onerosa no Senado e deixam no radar a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e seu próprio partido, o PSL.

De qualquer forma, é de se esperar que o real tenha um desempenho um pouco abaixo dos pares nos próximos dias, avalia Victor Beyrouti, economista da Guide. “Os últimos dados que vieram reforçam a perspectiva de novos cortes da Selic no Brasil e isso diminui a atratividade da nossa moeda”, avalia.

Ainda nesta terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou suas estimativas para o crescimento mundial e do Brasil. O organismo revisou a expectativa de expansão da economia global de 3,2% para 3%, enquanto a estimativa de avanço do Brasil passou de 0,8% para 0,9%.