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Dólar avança e juros curtos têm leve baixa após produção industrial

Victor Rezende

Investidores analisam dado apresentado pelo IBGE nesta quinta-feira A queda maior que o esperado da produção industrial em novembro de 2019 teve impacto no mercado de câmbio nesta quinta-feira, enquanto os juros futuros de curto prazo operam perto da estabilidade, mas com viés de baixa. Já as taxas de longo prazo exibem viés de alta antes do leilão de títulos do Tesouro, que ofertará NTN-F para 2031 pela primeira vez.

Por volta de 10 horas, o dólar comercial estava cotado a R$ 4,0696, com valorização de 0,44%, um dia após ter fechado a R$ 4,0518. A taxa do DI para janeiro de 2021 caía de 4,46% no ajuste anterior para 4,43%; a do DI para janeiro de 2022 recuava de 5,16% para 5,14% e a do DI para janeiro de 2023 passava de 5,72% para 5,70%. No mesmo horário, a taxa do DI para janeiro de 2029 subia de 6,99% para 7,01%.

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De acordo com o IBGE, o recuo de 1,2% na produção industrial em novembro interrompeu uma sequência de três meses de avanço. O resultado acabou pior do que o esperado pelo mercado, que projetava uma queda menos acentuada, de 0,7%.

Economista sênior do BNP Paribas, Gustavo Arruda aponta que a dinâmica da atividade deve continuar a ser o tema chave para os mercados por enquanto. “Temos a discussão sobre o quão rápido o Brasil pode crescer em 2020. Acreditamos em uma expansão mais próxima de 2% neste ano e em torno de 3% em 2021. Para este ano, prefiro pensar no crescimento menor, dado que, apesar da recuperação, vemos uma diferença entre as regiões”, diz.