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Dólar tem alta acentuada frente ao real com tensão EUA-China minando apetite por risco

Nota de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia acentuadamente frente o real nos primeiros negócios desta terça-feira, com tensões crescentes entre Estados Unidos e China afetando o sentimento de risco internacional, enquanto investidores locais aguardavam a conclusão da reunião de política monetária de dois dias do Banco Central.

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, fará visita a Taiwan apesar de repetidos alertas da China contra a viagem. Ela deve chegar a Taipé ainda nesta terça-feira, disseram pessoas informadas sobre o assunto, enquanto vários aviões de guerra chineses voavam perto da linha mediana que divide o Estreito de Taiwan, afirmou uma fonte à Reuters.

A China reivindica Taiwan como parte de seu território. Os Estados Unidos disseram na segunda-feira que não seriam intimidados por ameaças chinesas.

"O dia está amanhecendo com leve aversão a risco", escreveu Dan Kawa, diretor de investimentos da TAG. "Todas as atenções estão voltadas para a eventual visita de Pelosi a Taiwan e qual será a reação da China ao evento."

Às 10:05 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,69%, a 5,2130 reais na venda, acompanhando movimento generalizado de fuga para investimentos considerados seguros, como a moeda norte-americana e títulos soberanos dos Estados Unidos, cujos rendimentos caíam acentuadamente no dia.

O índice do dólar contra uma cesta de seis rivais fortes subia 0,30% nesta manhã, enquanto peso mexicano, peso chileno, rand sul-africano e dólar australiano, pares arriscados do real, tinham baixas expressivas.

Na B3, às 10:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,37%, a 5,2575 reais.

No âmbito local, investidores ficavam atentos à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que tem início nesta terça-feira e se encerrará no dia seguinte. A expectativa de investidores é de que a taxa Selic seja elevada em 0,50 ponto percentual, a 13,75%.

Boa parte dos mercados acredita que esse aumento marcará o fim do longo processo de aperto monetário da autarquia, mas há quem veja possibilidade de extensão do aperto para setembro. Dessa forma, investidores devem ficar atentos ao teor do comunicado do Copom.

Tensões políticas também ocupavam o foco nacional, depois que o presidente Jair Bolsonaro voltou nesta terça-feira a convocar seus apoiadores para manifestações no dia 7 de setembro. Ele garantiu que haverá eleições neste ano, um dia depois de o chefe do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, ter dito que quem ameaça não aceitar o resultado do pleito age dessa forma para desviar do fato de não ter sido votado pela maioria dos eleitores. [nS0N2UX02H]

O dólar spot fechou a sessão da véspera com variação positiva de 0,09%, a 5,1772 reais, mas a moeda teve uma depreciação expressiva recentemente, saindo de níveis acima de 5,50 reais atingidos na segunda metade de julho.

Boa parte desse movimento refletiu um arrefecimento do dólar no exterior, segundo investidores. "Sentimos que a ampla valorização do dólar pode fazer uma pausa, com ativos de risco em terreno forte após o percebido 'pivô' do Fed na semana passada", disse o Citi em relatório.

O banco central dos EUA, o Federal Reserve, aumentou os juros em 0,75 ponto percentual em sua reunião de política monetária de julho, mas reconheceu desafios econômicos crescentes na ocasião. Segundo apostas do mercado, a ameaça de uma recessão pode forçar uma desaceleração no ritmo de aperto por parte do Fed, visão que tirou o índice do dólar de um pico em 20 anos atingido no mês passado.

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