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Dólar avança 2,6% e fecha a R$ 5,07 com decisões sobre juros no radar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma semana marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores adotaram uma postura de maior cautela nesta segunda-feira (2), refletida na alta do dólar e na queda das ações na Bolsa de Valores.

Após ter avançado 3,8% em abril, o dólar comercial operou em alta firme frente ao real durante toda a sessão, para fechar com ganhos de 2,60%, cotado a R$ 5,072 para venda. É o maior valor desde 16 de março, quando a divisa encerrou a sessão cotada a R$ 5,092.

A oscilação ocorre às vésperas das divulgação, pelo Banco Central, da nova taxa básica de juros (Selic), prevista para esta quarta-feira (4). Na mesma data, o Fed (o BC americano) deve divulgar o novo patamar dos juros dos Estados Unidos.

Com a expectativa de alta dos juros em ambas as economias, analistas avaliam que dificilmente o dólar voltará a oscilar muito abaixo dos R$ 4,70 até o fim de 2022. Ao mesmo tempo, eles consideram que há pouco espaço para nova escalada ao patamar de R$ 5,70, como registrado no início do ano.

O cenário projetado neste momento é de uma taxa ao redor dos R$ 5, embora reconheçam que a imprevisibilidade das variáveis que influenciam o câmbio impeça mirar com precisão a cotação futura da moeda americana.

Na Bolsa de Valores brasileira, após fechar o mês de abril em queda de 10,1%, a maior baixa mensal desde março de 2020, o Ibovespa voltou a operar no campo negativo nesta segunda.

O principal índice acionário do mercado brasileiro registrou desvalorização de 1,15% no primeiro pregão do mês, aos 106.638 pontos.

Com o aumento das preocupações do mercado acerca da nova onda de Covid-19 na China e dos impactos para o desempenho da economia global, ações de grandes exportadoras de commodities estão entre as que mais contribuíram para a queda do índice amplo —as ações ordinárias da Petrobras recuaram 1,8%, enquanto os papéis da Vale cederam 0,4%.

Ações das companhias aéreas Azul a e Gol marcaram as maiores perdas do Ibovespa no dia, com baixas de 7,2% e 6%, respectivamente.

ALTA DE JUROS NO BRASIL E NOS EUA

"Na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado já está precificando a elevação de 1 ponto percentual para a taxa Selic, a 12,75%, e no FOMC (Federal Open Market Committee), em 0,5 ponto, para 1%", aponta Julio Hegedus Netto, economista-chefe da Mirae Asset Wealth Management, em relatório.

A perspectiva de um aperto monetário mais agressivo nos mercados desenvolvidos para enfrentar a persistente pressão inflacionária na região foi o que mais pesou para as ações nos Estados Unidos no mês passado —as ações do índice Nasdaq, em que há maior concentração de empresas de tecnologia, tiveram um tombo de 13,3%, o maior desde outubro de 2008, quando eclodiu a crise financeira global.

"O aumento nos juros tem como objetivo o controle da inflação, mas traz pressão de curto prazo negativa para as bolsas, principalmente entre ações de tecnologia e de alto crescimento projetado para o futuro, ao elevar a taxa de desconto utilizada nas projeções de crescimento das companhias", diz Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.

Nesta segunda, após a forte queda da sessão passada, os índices americanos experimentaram alguma recuperação. O S&P subiu 0,57% e o Dow Jones avançou 0,26%, enquanto o Nasdaq fechou com alta de 1,63%.

Sinais sobre ajustes no ritmo de aperto da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos estarão no radar dos agentes na próxima quarta, aponta o economista da Mirae Asset.

"O fato é que o risco inflacionário é global e muitos bancos centrais seguem 'atrás da curva', precisando superar este atraso", avalia o especialista.

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